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TERROR: Razões de rede da Al Qaeda no ataque a Mumbai.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 28 de novembro de 2008.

Taj Hotel em Mumbai.

Os 007 britânicos e da Cia norte-americana apostam na Al Qaeda, embora saibam da situação interna explosiva na Índia: em Mumbai estão os violentos ultranacionalistas do grupo Shin Sena. É por isso tudo, seguramente, que a Índia, em efetivo, tem o maior exército do planeta.


A Índia melhorou suas relações com a China e celebrou com ela vários acordos comerciais. Em 2006, num gesto de amizade abriu a servidão passagem de Nathu La, fechada desde 1962. Portanto, com a China tudo está calmo, apesar do interessa dela em parte da Caximira.


Do lado do Paquistão, tradicional inimigo desde que o imperialismo britânico, em agosto de 1947, dividiu o território em União Indiana, para os hindus, e Paquistão aos islâmicos, a aproximação com Nova Deli continuou depois da queda do ditador Pervez Musharraf.


O problema externo da Índia, no entanto, decorre do extremismo taliban-alqaedista. Em julho de 2006, fundamentalistas filo-alqedistas, ativos na Caximira, provocaram 200 mortes em Mumbai e isto interrompeu o colóquio de paz entre Paquistão e Índia.


Em síntese, toda vez que os governos de Nova Deli e Islamabad se aproximam, o terror fundamentalista islâmico ataca espetacularmente.
Os 007 que acreditam numa milícia ligada ao alqaedismo nos ataques que tiveram início na noite de quarta-feira, em Mumbai. As razões para apostar na influência alqaedista são as seguintes:

--(1) ataques coordenados, detalhados, com força midiátia de difusão, e tudo à luz de uma estratégia voltada a difundir o medo pelo planeta.

--(2)foco não mais em embaixadas pela forte vigilância, mas em hotéis com grande número de turistas ocidentais que não devem ter vidas poupadas, em especial norte-americanos e ingleses.

--(3)emprego de jovens dispostos a morrer e que não hesitam em explodir junto com os reféns.

--(4)não assumir de pronto a autoria do atentado, mas usar nome de milícias desconhecidas, como sucedeu em outras pcasiões. Num atentado já se usou o nome de “Estudantes islâmicos da jihad”.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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