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DROGAS: Uribe propõe a Obama continuar a War on Drugs.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 06 de novembro de 2008.



O presidente colombiano Alvaro Uribe era o predileto de George B.Bush. Do companheiro direitista Bush, a Colômbia de Uribe recebeu fabulosa ajuda financeira para prosseguir com o Plan Colômbia, de fracasso absoluto, e para combater as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC). Nos dois mandatos de Bush, o colombiano Uribe foi o único presidente a passar, como convidado, um final de semana no rancho do presidente norte-americano.


A Colômbia, no cenário geopolítico, virou o quintal norte americano na América do Sul, com agentes da agência de drogas (DEA) e de inteligência (Cia) a acompanhar os presidentes Chavez (Venezuela), Morales (Bolívia) e Correa (Equador), considerados perigosos esquerdistas.


Hoje, Uribe concedeu uma entrevista à famosa e colombiana Rádio Caracol, já acessível pela home-page. Segundo Uribe, as eleições de Barack Obama representou um grande exemplo de democracia e “ à Colômbia convém que existam democracias forte e importantes como a norte-americana, um exemplo de liberdade, de respeito pela iniciativa privada e de responsabilidade social”.


Depois de recordar que a Colombia manteve aliança histórica com os EUA, frisou ter enviado uma mensagem de felicitações a Obama, destacando que “deveriam continuar a trabalhar em conjunto e procurar apoio a fim de manter uma coordenação na política contra o narcotráfico,, contra o terrorismo e prosseguir a sustentar e reforçar as instituições democráticas.

PANO RÁPIDO. Obama, durante a campanha, foi alertado sobre o fracasso da War on Drugs e a necessidade de elaborar uma nova política sobre drogas ilícitas, que, nascida com Nixon e ampliada con Reagan, acabou tendo a mesma linha militarizada nos governos posteriores. Mais, foi-lhe sinalizado que, mantido o vínculo com Uribe, continuariam os relacionamentos hostis com a Venezuela, Bolívia, Equador e, mais recentemente, Paraguai. Portanto, resta aguardar e desejar sucesso a Barack Obama.


--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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