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Nato-mafia: O contrato entre a Nato e um mafioso.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 31 de outubro de 2008.




Já ouvi muito falar de narco-mafia. Tem até a revista Narcomafie, que trata dos fenômenos das drogas ilícitas e da criminalidade organizada.


Nunca tinha ouvido falar de Nato-máfia. Essa Nato-máfia, por ironia do destino, virou uma tragicomédia Atlântica.


Tragicomédia noticiada nas páginas dos jornais, a informar os 12 países fundadores, em 1949, da Aliança do Tratado do Atlântico Norte, conhecida pelas sigla Otan (na França) ou Nato (nos EUA): em oposição, foi criado o Pacto de Varsóvia, já extinto depois da queda do muro de Berlim e a desintegração da União Soviética. O certo é que ambos representavam uma cooperação militar, em face da Guerra Fria: esta terminou, mas a Nato sobrevive.


A Nato, há anos, alugou na capital mundial da pirataria-contrafação, ---que é Casal de Príncipe (cidade da região Campana, que tem como capital regional Napoli), uma luxuosa e moderna mansão (“villa”) para general comandante da sua base-militar da Nato, no sul da Itália.


Parêntese. Casal de Príncipe é a cidade da potentíssima Camorra Casalese, tratada no best-seller do jornalista Roberto Saviano, chamado Camorra. Só para recordar, o livro, com mais de um milhão de cópias vendida, foi para o cinema e é forte candidato e ganhar o Oscar, na categoria filmes-estrangeiros.


Quanto a Saviano, teve, na semana passada, de anunciar a sua mudança da Itália, para não ser assassinado pela Camorra. Como já registrado em anterior “post”, o chefão dos Casaleses, por fax ao seu advogado, atacou Saviano. Isso foi interpretado como ordem para mata-lo, em especial porque, uma semana antes, um colaborador de Justiça assegurava que sairia uma ordem para assassinar o jornalista.


O proprietário da casa alugada à Nato está foragido da Justiça há 12 anos. Está entre os 30 mafiosos mais procurados no mundo. O seu nome é Antonio Iovine.


Ocontrato foi assinado pelo próprio boss, de 44 anos de idade, e pela sua mulher Enrichetta Avalone, de 39 anos, que está presa desde julho por crimes de extorsão e associação mafiosa.


O seu advogado alega que ela não tem nada a ver com o marido, que aparece em casa apenas para visitar os filhos e para viajar com a família em férias.


--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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