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MÁFIA: tema domina cinema e é destaque no Festival Internacional do Filme de Roma.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 31 de outubro de 2008.


São Paulo. Termina hoje, 31 de outubro, o Festival Internacional do Filme de Roma. Falei para o jornalista Mílton Jung, ontem, ou seja, quinta-feira e durante o boletim Justiça e Cidadania da CBN, que o tema máfia tinha pegado de novo.


A propósito, me referia a documentários e filmes estupendos, de grandes cineastas como Lina Wetmuller e Tornatore, que é siciliano. Também, lógico, aos sucessos estrondosos do livro e do filme Gomorra: é cotado para levar o Oscar como melhor filme estrangeiro e conta como atua e como são os negócios da Camorra pelo planeta.Sobre o livro, já vendeu mais de 1,0 milhão de cópias.


Para justificar a minha conclusão, mencionei mais uma produção do gênero, exibida ontem no supracitado Festival de Roma. Aliás, muitos apostam que virará campeão de bilheterias o filme Galantuomini


Pelas reações, ele poderá vencer o festival romano. Esse filme refere-se à potente organização criminal da Puglia, chamada Sacra Corona Unita. Como o PCC, a Sacra Corona Unita nasceu dentro dos presídios italianos.


Ambietado nos anos 70 e 90, o filme Galantuomini trata de tormentosa história de amor entre um juiz, transferido de Milão onde atuou na Operação Mãos Limpas, e de uma mulher, que virou o braço direito de um superboss da Sagrada Coroa Unida (Sacra Corona Unita).


O cineasta-diretor é um jovem da própria Puglia, que conhece bem o fenômeno da criminalidade de matriz mafiosa. O filme Galantuomini entrará no circuito internacional e será exibido a partir de 21 de novembro próximo.
Depois da conversa mantida com o Mílton Jung, aconteceu, no Festival, uma polêmica. Diz respeito ao filme, exibido ontem, La Siciliana Ribelle, sobre uma jovem que se rebela contra a Máfia, baseada na vida real.


O papel da rebelde é interpretado pela bela Verônica d´Agostino e o filme é de Marco Amenta.


O cineasta baseou-se na história de Rita Atria, uma colaboradora de Justiça. Daí, a polêmica. Ou melhor, polêmica sobre a conveniência da exibição num festival internacional, pois a Máfia poderá a matar a mencionada Rita Atria, cujo pai, irmão e noivo eram membros da Cosa Nostra siciliana.


O pai, irmão e o noiva de Rita que foram mortos pela própria organização, num conflito de interesse de “famiglie mafiose”: bandos mafiosos. Rira, apenas para se vingar e a princípio, resolve denunciar o “capo-mafia” que havia determinado as eliminações do seu pai, irmão e noivo. Ele começou a fazer o relatos a um magistrado do ministério Público. Com os relatos e o passar do tempo, a vingança perde força e é substituída por valores de civilidade, cidadania e direitos humanos. Assim, Rita transforma-se numa combatente da Máfia, a revelar, --não só aquilo que dizia respeito ao chefão que desejava vingar-se--, mas tudo que sabia a respeito da Cosa Nostra.
--Wálter Fanganiello Maierovitch.


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