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DROGA. O novo pó que embala os londrinos.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 19 de outubro de 2008.


Roma - O pó é brilhante. A cor, alaranjada. Um usuário de cocaína seria até capaz de pensar que se trata de problema de refino, ou seja, falta de pergamanato de potássio, empregado para deixar branquíssimo a cocaína em pó: daí, o apelido de "branquinha", nas esquinas do Brasil.




Em Londres, esse pó laranja vem sendo vendido no interior de uma pequena garrafa de cor azul e de plástico. O pó é para ser cheirado, como rapé ou como cocaína.




Segundo o fabricante, trata-se de pó preparado com uma mistura de ervas. Tudo sem emprego de insumos químicos, como éter, acetona, etc, usados na transformação da folha de coca em cloridrato de cocaína.




Essa nova substância, segundo a polícia, não é ilegal, pois não consta da tabela internacional, elaborada a partir da Convenção das Nações Unidas.




O pó é vendido com o nome de Akuz . Para os fabricantes, trata-se de um novo energético, natural e em pó. Cada garrafinha azul dá para 60 doses, ou seja, sessenta "cafungadas", no jargão carioca.




Contra o pó energético, já protestou a Associação Hope Uk, que combate a toxicodependência. Para essa associação,se quer dar um glamour, que conduzirá, num segundo passo, ao uso de cocaína, que se apresentará como mais fascinante.




O energizante Akuz, avisam os fabricantes, não deve ser vendido a menores de idade, como acontece com as bebidas alcoólicas. Há, ainda, o risco, pela quantidade de dosagem, de se perder o controle sobre a garrafa, ou melhor, de poder ser misturado cocaína ou heroína na garrafinha azul do Akuz.




Nos velhos tempos, as mulheres da nobreza exibiam nas festas caixinhas de ouro cravejadas de diamantes com rapé. Com o passar do tempo, o rapé foi abandonado nos salões. Como relatou Freud, virou chique usar cocaína e fazia-se figura tirá-la de uma preciosa caixinha. Agora, basta uma garrafinha de Akuz.




--Wálter FanganielloMaierovitch.


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