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RACISMO. Governo da Alemanha em Embaraço.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 17 de outubro de 2008.

Angela Merkel, chefe do governo alemão.


ROMA. Como ocorre todos os anos em Teerã, o governo iraniano realiza uma parada militar para recordar a guerra com o Iraque.


No governo do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o conteúdo do seu discurso, por ocasião da parada militar, nunca surpreende. O alvo é sempre Israel, com repetição da sua absurda tese de que não ocorreu o holocausto.


A propósito, na quinta feira última, em Roma e no pitoresco “ghetto” judeu de Porta Otávia (vizinha ao rio Tevere e o Campo dei Fiori, onde foi queimado-vivo o frade e filósofo Giornado Bruno pela Inquisição), as autoridades e a comunidade, em cerimônia tocante, relembraram os 65 anos da expulsão dos judeus italianos e o encaminhamento deles ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau (Polônia).


Há três anos, a União Européia, diante do conteúdo racistas das manifestações iranianas naquelas celebrações anuais, recomendou a não a participação de representantes dos seus estados-membros. Angela Merkel, chefe do governo alemão, comprometera-se junto a União Européia e Nações Unidas, diante do problema suscitado pelo programa nuclear iraniano e gerador de embargos internacionais, de reduzir o intercâmbio entre os dois países, no que tocava à ajuda para desenvolvimento de tecnologia para fins pacíficos.


Ontem e a colocar Merkel numa saia justa, circulou, surpreendentemente, pela Alemanha uma fotografia a mostrar o camarote reservado às autoridades que estiveram presentes à parada militar realizada no final de setembro passado. Na foto aparecia, como único diplomata Ocidental, o segundo homem da embaixada alemã, responsável por questões de segurança, ou seja, sobre o intercâmbio nuclear entre Alemanha e Irã.


Junto com essa fotografia, vieram revelações sobre o fato de a Alemanha, nos últimos 30 anos, ter sido a maior exportadora de produtos para o Irã. Neste ano, segundo fonte oficial, a primeira exportadora é a China, ficando a Alemanha em segundo, mas com um aumento de 14,1%.


No momento, Walter Steinmeier, ministro de relações exteriores do governo de Merkel, conversa, em Berlim, com o embaixador alemão em Teerã, que foi chamado a dar explicações.


PANO RÁPIDO. Na Europa, muitos observadores interpretaram a presença do diplomata em palanque de Ahmadinejad como interesseiro gesto de amizade, voltado à celebração de contratos.


O pior são as outras fotografias da parada-militar. Por exemplo, há a fotografia a revelar que junto à principal arma de guerra iraniana, o famoso míssil Shihab 3 (capaz de atingir a capital TelAvive), foi colocada uma faixa com os seguinte dizeres: “ Israel deve ser riscada do mapa”.


Aguarda-se, para as próximas horas, uma manifestação oficial do governo de Ângela Merkel.
Wálter Fanganiello Maierovitch-


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