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Drogas: Plano Mérida, tambem conhecido como Plan Mexico, é reprovado.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 2 de outubro de 2008.


Felipe Calderon prometeu na campanha que, caso fosse eleito presidente do México, combateria os potentes cartéis de narcotraficantes, como forma de reduzir a violência presente nos grandes centros urbanos do país.


Calderon, com odor de grossa fraude eleitoral, tomou posse e como estava arreglado com Bush, jogou o México na aventura da política norte-americana da “War on Drugs”, que lá nunca deu certo. Desde o primeiro dia do seu mandato, Calderon colocou as tropas federais no combate às drogas.


Para o México, a Casa Branca, como fizera para a Colômbia no governo do ex-presidente Andres Pastrana, preparou o Plan Mérida” , nome da cidade que faz frente para o Golfo do México.


Com uma polícia civil e militar corrompidas, -- teve até de desarmar os seus membros--, e emprego do exército nacional, Calderon começou, como faz espetaculosamente o governador Sérgio Cabral nas favelas do Rio de Janeiro, a atacar os territórios controlados pelos cartéis como, por exemplo, Tijuana, Juarez, Nova Laredo, Golfo, etc.


Os endinheirados e corruptores cartéis, -- responsáveis pela entrada da cocaína colombiana nos EUA, reagiram violentamente e declararam, como já fez o PCC-paulista, guerra contra as forças do Estado.


Nos dois anos da mexicana “war on drugs”, Calderon já contabiliza mais de 3 mil mortes, dentre as vítimas estão pessoas inocentes, ou seja, não ligadas ao narcotráfico e ao violento sistema decorrente.


Para surpresa de Calderon, os cidadãos mexicanos já saem às ruas em protesto contra o escalada da violência, que é atribuída ao Plan Mérida.


Para se ter idéia, ontem, oito corpos baleados foram encontrados na periferia de Tijuana, que faz divisa com a cidade norte-americana de San Diego: o cartel de Tijuana foi mostrado no filme Traffic. Na véspera, foram 16 corpos, todos com sinais evidenciadores de tortura.
Diante da situação, Calderon acaba de anunciar a adoção de medidas de emergência, a saber: .1) criar um departamento para coordenar as ações do governo federal com os governos dos estados; .2) controlar o uso de divisas militares e de distintivos policias falsos, prática muito comum no México.


PANO RÁPIDO: o governador Cabral parece ter controlado a ânsia de se travestir em capitão Nascimento, ao contrário do presidente Calderon que, só com a saída de Bush, será capaz de perceber que os cartéis só podem ser contrastados por meio de ações voltadas a desfalcar o patrimônio amealhado e usado, especialmente, para comprar armas e corromper autoridades.
Wálter Fanganiello Maierovitch


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