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DROGAS: czar antidrogas da ONU pego na mentira.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 1 de novembro de 2008.


czar da ONU, Antonio Maria Costa.



A desprestigiada agência de contraste às drogas ilícitas das Nações Unidas (Onudc), sempre envolvidas em trapalhadas, mostrou, mais uma vez, o quanto os seus relatórios anuais são imprecisos e as conclusões do seu diretor, Antonio Maria Costa, precipitadas.


Costa, um italiano que antes de assumir o encargo nunca atuara na área das drogas proibidas, ficou célebre, já como diretor da Onudc, por colocar todas as crianças do planeta sob suspeita ao propor, absurdamente, fossem elas, nas escolas, submetidas a testagens sobre uso de drogas.


Neste ano de 2008, Costa convocou a imprensa para anunciar,-- por meio de um relatório que agora descobriu-se incorreto-, que, graças ao trabalho da sua agência (Onodc), começara a diminuir o tráfico ilegal de ópio extraído dos campos de paopula do Afeganistão.


Para Costa, depois de uma produção abundante que chegara, em 2007, a atingir 8.200 toneladas de ópio, correspondente a 93% da produção mundial , a oferta no Afeganistão caira, de janeiro a setembro de 2008, em 19%. Mais, o número de províncias de cultivo e extração de ópio caira de 21 para 16, ou seja, cinco estados afegãos pararam de cultivar a papoula e a tirar o ópio-bruto para venda ilegal.


Como cerca de 20% da heroína apreendida na Austrália procede de ópio afegão, o governo, com soldados compondo as forças da Nato (estão estacionados em Oruzgan, principal zona produtora de ópio-bruto), resolveu investir num trabalho científico, a envolver cientistas australiano. Estes conseguiram que agricultores afegãos substituíssem o cultivo da papoula por plantios legais, com emprego de grãos capazes de garantir maior produção e melhor qualidade.


campo afegão de papoula pronto para extração do ópio.


Os resultados são animadores, em especial por ter acabado com o mito de o preço obtido com cultivos ilegais ser maior do conseguido com os legais.


Os australianos levantaram dados e descobriram, também, que a queda de produção não decorrera do trabalho da Onudc, de Costa.


Pego no engano, o próprio Costa, agora, admite, publicamente, que foi o período de seca o causador da redução da oferta de ópio. Em síntese, coisas da natureza e não de Costa.


Costa, caída a máscara, admitiu, ainda, que os trabalhos de erradicação manual de papoula foram um fracasso, ou seja, as Nações Unidas jogaram dinheiro fora. Os australianos, que conseguiram redução na região de Oruzgan, proibiram as erradicações manuais e investiram no convencimento e em grãos garantidores de rentável cultivo substitutivo.


PANO RÁPIDO. Já é tempo de o presidente Lula avaliar a efetiva contribuição do escritório da Onudc no Brasil (fica em prédio do Ministério da Justiça). Entre 2006 e 2007, o relatório da Onudc, no que tocava ao Brasil, afirmava que o uso de cocaína não era preocupante. Imagine, caro leitor, se fosse.
--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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