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Papa Ratzinger surpreende na França.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 15 de setembro de 2008.



Algo está mudando na terra do Iluminismo e da Revolução de 1789. Ou melhor, numa França que escolheu, -- e muito bem--, o laico como princípio básico para orientar as relações de convivência.

Para os analistas, a chegada do papa Ratzinger à França, na sua décima visita pontifícia, pouco contaria. Pelos últimos levantamentos, menos de 50% dos franceses consideram-se católicos: nos anos 90, eram 80% os católicos franceses.

No sábado, o papa surpreendeu supracitados analistas e a mídia que, nos jornais que circularam na sexta, preferiram destacar outras notícias como, por exemplo, o divórcio de Jean-Paul Belmondo.

Na “Esplanade des Invalides”, talvez com Napoleão em gargalhadas no seu requintado túmulo, o papa Bento XVI reuniu, em missa aberta, cerca de 260 mil pessoas, com grande número de jovens.

O papa Ratzinger falou sobre como fugir à idolatria, numa referência ao texto de Paulo, quando se dirigiu aos Corintos. Para o papa Ratzinger, o dinheiro, a sede pelo poder e pelos bens materiais, são os ídolos desta época: - “O ídolo é o que colocamos em primeiro lugar”, definiu o papa.

No domingo, em Fátima, encontrou-se com 180 bispos e, perante uma multidão, voltou ao velho e fundamentalista discurso contra as uniões ilegítimas: divorciados, gays e concubinatos.

Hoje, o papa, num jato fretado da Alitalia (empresa aérea que poderá ter a falência decretada nas próximas horas), retornou para o Vaticano. Em Paris, ficou o espanto dos intelectuais. --Wálter Fanganiello Maierovitch--


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