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DROGAS: czar da Casa Branca volta a atacar Chavez.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 8 de setembro de 2008.
John Walters, o czar antidrogas da Casa Branca.

O czar antidrogas da Casa Branca, John Walters, goza do mesmo prestígio de Bush, que o escolheu. Nos dois mandatos de Bush, o czar Walters mantêm-se à frente do escritório antidrogas da presidência e quis sempre colar em Hugo Chavez e em Evo Morales os rótulos de incentivadores do narcotráfico.

Walters, até agora, não desistiu desse intento, embora tenha conseguido os títulos trapalhão e de divulgador de dados e informações inconfiáveis, difundidas para justificar o fracasso da política da “war on drugs” e interesses geopolíticos na América Latina.

Walters voltou a carga ontem. Novamente denunciou funcionários venezuelanos de associação ao narcotráfico. Denunciou, ainda, o aumento da oferta de drogas na Venezuela, de modo a contrastar os dados oficiais apresentados pelo governo Chavez.

Chavez virou alvo do czar Walters ao expulsar da Venezuela os agentes da norte-americana DEA (Drug Enforcemente Agency). Ao invés de cooperação na repressão ao tráfico de drogas, em especial da cocaína colombiana, os espiões da DEA, como fazem no Brasil, dedicam-se à espionagem política. No Equador e na Bolívia, também foram ameaçados de expulsão, caso continuassem a se intrometer em assuntos outros, internos e diversos da colaboração no contraste ao fenômeno das drogas proibidas.

Em entrevista ao jornal venezuelado El Universal, Walters sustentou, sem revelar nomes, que vários funcionários do governo venezuelano não conseguiram “visto” de entrada nos EUA em razão de “vínculos com o tráfico de drogas e por serem corruptos”.

Chavez e Morales.


Para a direção da DEA, que transmite dados ao czar Walters, - “a Venezuela está ganhando reputação entre os narcotraficantes internacionais que a escolhem como país adequado para realização negócios sujos e como destino seguro para armazenagem e comercio de drogas proibidas”. Para a DEA, essa situação “tem como causa a escalada da corrupção e da impunidade na Venezuela”.

Segundo Walters, em jogo combinado com a DEA e ainda sem desmentir as bisbilhotices realizadas, a situação atual da Venezuela, como país da predileção dos narcotraficantes, deve-se “ao apoio dado às Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (Farc), já que o clima de tolerância com a guerrilha colombiana serviu de incentivo para que aumentassem o comércio da cocaína”.

O governo Chavez que, acertadamente, interrompeu a cooperação com os EUA, nega as acusações de Washington. Sustenta ter uma política eficaz, responsável pela apreensão crescente de cocaína. Em poucos anos, as apreensões subiram de 27 a 58 toneladas de cocaína, cifras jamais alçadas nos governos anteriores. --Wálter Fanganiello Maierovitch--


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