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Rachida Dati, ministra da Justiça da França, faz valer o direito à privacidade.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 5 de setembro de 2008.

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No governo Nicolas Sarkozy, a ministra Rachida Dati, de 42 anos de idade, tem se destacado pela competência. Ela é responsável pela pasta da Justiça, cuida integração social e conseguiu a volta da paz nas periferias.

Filha de imigrantes pobres da região africana do Magreb, Rachida, advogada de formação, conduziu com sucesso inúmeras reformas administrativas e judiciais. Mais, conseguiu acalmar, nas periferias, os franceses descendentes de imigrantes que se sentiam excluídos e, no ano passado, promoveram violentas manifestações de rua. À época, Sarkozy era ministro do Interior do anterior governo.

Ontem, Rachida, que é solteira e já teve um casamento anulado, estava muito feliz. E dividiu a sua alegria com os franceses, em especial os filhos de imigrantes, ao informar que estava grávida e os exames laboratoriais tinha dado positivo para a gravidez.

Radiante, a ministra declarou: -“ Tive sempre a certeza de que um filho para mim é fundamental” e acrescentou – “Tenho uma vida privada complicada”.

Como ninguém tem nada a ver com a sua vida privada da ministra da Justiça, todos respeitaram o direito de Rachida não quer revelar quem a identidade do futuro pai da criança.

Mulher de personalidade forte e independente, Rachida, mesmo depois do rumoroso divórcio do presidente Sarkosy, continuou amiga da antiga esposa Cecília. Tem ótimas relações com Carla Bruni, a atual primeira-dama e com Ségolène Royal, candidata derrota à presidência da França.

No momento, a mídia européia esquece da importância do trabalho de Rachida para especular sobre quem seria o misterioso pai. Ontem, o ex-premier espanhol José Maria Aznar, além de desmentir, ameaçou processar o concorrido site Periodista Digital por ter noticiado que poderia ser ele o pai da criança esperada por Rachida.

PANO RÁPIDA. Rachida tem a fibra dos imigrantes que foram obrigados a deixar os seus países na busca de uma vida digna. Ela tem doze irmãos e, como segunda filha, ajudou a cuidar e a sustentar dos mais novos. Com muito esforço e dedicação, conseguiu estudar e passou a advogar com sucesso. Ela foi a porta-voz de Sarkozy, durante a campanha eleitoral.

Além de ministra, Rachida é o próprio símbolo da integração social.
--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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