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Crime Organizado manda eleitor fotografar o voto.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 16 de agosto de 2008.


Nos trabalhos de preparação dos cidadão convocados para integrar as mesas receptoras de votos, os Tribunais Regionais Eleitorais (TER) e os juízes eleitorais (são magistrados estaduais com competência federal residual) dão muita ênfase à garantia constitucional do sigilo do voto. A urna instalada na cabine indevassável representa, como alguém já disse, uma chamada de consciência.

Pelo divulgado hoje no jornal O Globo, “traficantes e milicianos” nos morros e favelas do Rio de Janeiro já estão a exigir que o eleitor, na cabine, use a câmara do celular para fotografar, nas telas, os votos dados.

Além de difundir o medo e tornar o eleitor refém da vontade da criminalidade organizada, se está e exigir uma comprovação.

O jornal, em manchete, esclarece que o TRE “poderá” proibir o porte de celulares nas cabines de votação. Isso é incrível, pois a constituição, o código e a legislação eleitoral já proíbem coações, cooptações e interferências de todo a espécie. Em síntese, não se trata de “poderá”, mas de deverá. É um poder-dever do TRE.

Preocupa o fato de o presidente do TER ainda não ter entendido necessário o pedido de ajuda federal. Referida ajuda não resolve o problema, mas serve para evitar ousadias maiores da criminalidade.

PANO RÁPIDO. O problema sempre ocorre quando a criminalidade organizada controla territórios e consegue difundir o medo. Aí, ela passa a ter controle social e os moradores, para usar a expressão do escritor siciliano Leonardo Sciascia, tornam-se solidários pelo medo .
--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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