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G8 do Japão e as dívidas do G8 da Escócia, em 2005.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 8 de julho de 2008.


Ontem, a reunião foi dedicada à África. Houve divisão entre os chefes de governo dos sete países mais ricos e a Rússia. Foi com relação ao tirado Roberto Mugabe e o golpe eleitoral que ele deu para se manter presidente do Zimbábue.

O premier britânico, Gordon Brow, adotou uma posição dura e a transmitiu aos governantes africanos convidatos para acompanhar o encontro: África do Sul, Etiópica, Argélia, Gana, Nigéria, Senegal e Tanzânia.

Brow propos sanções econômicas, -pelos países membros do G8-, caso Mugabe não renuncie imediatamente.

Na sua proposta, o premier britânico acabou acompanhado por Bush, Merkel e Sarkozy. Os demais, preferiram adotar a posição majoritária que prevaleceu na União Africana, no summit da semana passada. Ou seja, eles entendem que se deve procurar uma solução de unidade nacional. Por ela, o opositor Tsvangirai, -- que teve de desistir do segundo turno depois de haver vencido o primeiro nas eleições--, assumiria a chefia do governo, num regime parlamentarista, e Mugabe, há 28 anos no poder, permaneceria presidente.

Diante da divisão, o tema voltará à pauta, até quarta-feira, dia do encerramento do G8. Os chefes de governo africanos presentes aproveitaram a ocasião para lembrar do deliberado no G8, em 2005 e na Escócia.

Naquela ocasião, os países mais ricos ficaram de dar uma ajuda para a África. Isto até o ano 2010.

A ajuda deliberada pelo G8, na Escócia e em 2005, seria de US$ 50 bilhões.

Segundo os africanos, dos US$50 bilhões prometidos, apenas foram enviados cerca de US$11 bilhões, ou seja, perto de ¼ da ajuda.

Enquanto os maridos discutiam, a gentil e educadíssima Kiyodo Fukuda, esposa do premier japonês Yasuo Fukuda, concidam as consortes estrangeiras para participar da tradicional cerimônia do chá.

Dentre as poderosas damas, faltou apenas a Carla Bruni, que ficou em Paris. No G8, debutaram a esposa do novo presidente russo e a do primeiro-ministro britânico.

Na cerimônia do chá, todas vestiram quimonos e, entre infusões, distraíram-se mastigando algumas guloseimas e delicatessens.

Enquanto isso e com relação ao tema alimento, foram lembrados, pela cúpula do G8, dos 100 milhões de pobres ameaçados pela fome, pela crise alimentar e pelo aumento dos preços, previstos para crescer até 2012.

Por falar em fome no mundo, os membros do G8 tiveram oportunidade para informalmente debater sobre o tema. Isto por ocasião do jantar oferecido pelo governo do Japão. Um jantar com 8 entradas e 18 pratos quentes, como carneiros, peixes, frangos,etc. De sobremesa, fritas carameladas, sorvetes, bolos, etc.

Nesse jantar frugal, ligth, certamente pensou-se na proposta do presidente da comissão européia, o português José Manuel Barroso. Barroso quer constituir um fundo para fomentar a agricultura em países africanos. Para isso, a União Européia entraria com 1,0 bilhão de euros. Diante da escassez de alimentos e do “boom” dos preços, o tema fome virou emergência. Vamos esperar que o G8 não tenha o insucesso do encontro da cúpula FAO, que é o órgão da ONU que cuida de alimentos e agricultura.

PANO RÁPIDO. Bom apetite a todos.
--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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