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EUA: todo mundo nu, nos aeroportos.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 10 de junho de 2008.


Calma. A ordem só vale nos aeroportos norte-americanos. Isto por segurança, porque, como concluíram os especialistas, o detector de metais não afasta riscos.

Num país ainda traumatizado com o 11 de setembro de 2001, e que continua alvo de extremistas fanáticos como Osama bin Laden, todo cuidado é pouco.

Dá para imaginar a velhinha da nossa sogra sendo olhada por agentes aeroportuários como uma Eva no paraíso ?

Com a sogra pode-se brincar, mas o caldo entorna quando pensamos nas nossas jovens filhas e nas nossas as menos jovens esposas. Aí, seguramente, lembramos do direito à imagem e à privacidade.

Não tem jeito para quem quiser aproveitar o dólar baixo e os econômicos pacotes turísticos. Aliás, com eles umas férias em Nova York podem custar menos do que passeios no nosso Nordeste.

Para entrar e sair dos EUA, os passageiros, nos aeroportos, vão ter de aparecer pelados. Mais, com as mãos erguidas e sem nenhuma possibilidade de colocar o passaporte como tapa-sexo.

Não adianta levar a nossa Constituição, que assegura o direito à imagem e a privacidade. Ela só vale por aqui. Quem quiser discutir o direito americano, que também garante a privacidade, vai perder tempo e dinheiro com advogados. Os agentes de segurança sabem que os terroristas já usam pistolas automáticas de cerâmica, revólveres de plástico e potentes explosivos plastificados.

Diante desse quadro, foi criado um novo scanner. Ele mostra imagens, enviadas para as telas de monitores, do que está debaixo da roupa e das peças íntimas.

Em 30 segundos a pessoa é “scanneada”. As imagens ficam gravadas até o avião partir ou a pessoa deixar o aeroporto. Pelo menos, é o que afirmam os agentes de segurança.

O novo equipamento já está em uso nos aeroportos de Los Angeles, Nova York, Denver e Baltimore.

No início de julho, serão empregados nos aeroportos de Miami, Washington, Las Vegas e Detroit. Até a segunda quinzena de julho estarão instalados 380 desses equipamentos, a cobrir todos os aeroportos norte-americanos.

Aquele que não quiser ser “scanneado” será ouvido por uma equipe de policiais, presumidamente desconfiados. Os policiais promoverão uma longa e percuciente apuração sobre a vida do passageiro. E essa investigação poderá levar mais de vinte e quatro horas, ou seja, o passageiro poderá perder o vôo.

Até agora, numa enquête, os passageiros disseram que não reclamarão. Mas, as associações que lutam pela preservação dos direitos individuais já fazem ruidoso barulho e justos protestos.

PANO RÁPIDO. Essa é a última novidade do governo Bush, onde até a tortura, e o seu uso como meio de prova processual, é tolerada em nome da guerra contra o terror. --Wálter Fanganiello Maierovitch--


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