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Termina o summit da FAO, agência da ONU para Agricultura e Alemntação.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 5 de junho de 2008.



Como lembrou um habituê de encontros internacionais promovidos pela ONU e pelas suas agência , o difícil não é reunir, mas elaborar o documento final. As divisões impedem um documento comum, sem ressalvas. Por isso, o documento final é sempre vago. Sendo vaga, todos assinam.

No summit da FAO, -- que é a agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura--, os discursos empolgaram, mas as posições divergentes, por exemplo com relação aos alimentos geneticamente modificados e aos biocombustíveis, continuam, apesar do amplo debate.

O próprio diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, disse, --com relação aos biocombustível e o discurso do presidente Lula parece não te-lo convencido--, que o “impacto provocado precisa ainda ser melhor avaliado”.

A intervenção do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi contundente: - “Precisamos agir logo para evitar outras revoltas do pão”. Só que Ban Ki-moon não apresentou solução, reportando-se a um Programa de Sete Pontos, ainda não concluído por Jacques Diouf, secretário-geral da FAO.

O antecessor de Ban Ki-moon, o aposentado Kofi Annan, também fez um discurso forte, focado na África, onde nasceu. Ele falou em promoção de uma “Revolução Verde”, consubstanciada na ajuda financeira a pequenos agricultores africanos. Talvez, uma bolsa-família, ou melhor, uma bolsa-plantação.

Pano Rápido. O documento final começa a ser alinhavado. Talvez, ele sirva de guia para a próxima reunião do G8, marcada para o próximo mês julho, no Japão.

O certo é que do summit da FAO todos os representantes dos 183 países participantes saíram cientes da necessidade de aumentar a produção de alimentos e reduzir os seus preços ao consumidor.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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