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FAO. Bastidores do encontro mundial para a Agricultura e a Alimentação. Segunda Parte.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 4 de junho de 2008



Uma das embaixadoras da FAO é a maravilhosa atriz Gina Lollobrigida. Na verdade, são mais de 20 personalidades a integrar o quadro de embaixadores composto por celebridades selecionadas nos campos artístico, esportivo e intelectual. Ronaldo, o fenômeno, não está nesse time. Do mundo dos bons de bola, só integra o time da FAO o capeão Roberto Baggio, que já pedurou as chuteiras.”.

Ontem, Lollo (como é chamada pelos europeus) acompanhou a abertura e o discurso do nosso presidente Lula. Para a imprensa italiana, Lula abafou, como a elegantíssima Lollo (deve ter estranhado a gravata clara de Lula, imprópria para a ocasião). Cada um na sua, evidentemente.

Lula colocou as coisas nos lugares e mostrou, cá entre nós, o desacerto informativo do presidente italiano Giorgio Napolitano. Para Napolitano, “ a segurança alimentar é um tema crucial: : não se pode superar a crise confiando-se apenas nas virtudes do mercado. É necessário atentar-se para os “biocarburantes” (expressão usada), pois estão sendo desconsiderados os efeitos da sua produção sobre superfícies cultiváveis”. Em síntese, veio com o velho discurso de que a cana e o milho tomam lugar e não sobram áreas para plantio de alimentos.

Napolitano, que é um respeitado intelectual de esquerda, não sabe, e Lula deixou claro, que são mínimas as porções de terra destinadas às culturas voltadas à produção dos biocombustíveis”. Pela própria FAO, pouco mais de 2%, ou seja, 25 milhões de hectares.

Um discurso acompanhado e aproado, ao vivo e em cores, por uma Gina Lollobrigida não é fácil. Viva o Lula.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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