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CORRUPÇÃO. Premier de Israel na mira dos juízes de Jerusalém. Olmert está por um fim.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 29 de maio de 2008.

Tzipi Livni.



O premier israelense Ehud Olmert está mais sujo do que pau de galinheiro. Para muitos, além de ter sido o responsável pela humilhante derrota para o hezbollah, em 2006 e no sul do Líbano, Olmert é corrupto.


Esta semana, juízes de instrução de Jerusalém ouviram Morris Talalnsky, um mega-empresário norte-americano que enviava envelopes recheados de dólares para o premier Olmert.


Os juízes já descobriram que Talansky dera, também, cerca de 30 mil euros para o primeiro ministro passar férias na Itália.


Talansky, fora isso, contou aos juízes de Jerusalém que, certa vez, o cartão de crédito do premier apresentou problemas. Aí, ele pagou US$4.700 de hospedagem no cinco estrelas Ritz, de Washington.


Até agora, os juízes apenas apuram sobre o ocorrido. Não há nenhum processo criminal em curso e o premier, por seus advogados, sustenta que o dinheiro de Morris Talansky, de origem polonesa e residente nos EUA, era para ajudar nas campanhas e foram dados num arco de 15 anos.


Tzipi Livni, vice-premier e ministra de relações Exteriores, já não cumprimenta mais Olmert e passou a hostilizá-lo. Ela é do mesmo partido de Olmert, que já foi prefeito de Jerusalém e ministro do Interior.


Tzipi Livni, de 49 anos de idade, espera pela renúncia de Olmert e adverte que “Israel tem valores que obrigam os seus líderes. Normas morais que deveriam ser seguida por todos e leis não escritas que valem para todos, ricos ou pobres.” Caso Olmert renuncie, Tzipi Livni assumiria o posto de premier, apesar da resistência do partido religioso Shas.


Por fora corre o ministro da Defesa, Ehud Barak, que, como Tzipi Livni, pertence a coligação de sustentação de Olmet. Barak é do partido trabalhista e Tzipi do Cadima.


Ambos esperam a renúncia e não a dissolução do Parlamento com eleições antecipadas. Com eleições antecipadas, nem Tzipi e nem Barak levariam. O vencedor seria Benjamin Netanyahu, líder do Likud, partido religioso e direitista.


O fator Netanyahu é que dá sobreviva ao premier Ehud Omert.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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