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Direitos Humanos. Ditadura Prorrogada Prisão da Nobel da Paz.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 27 de maio de 2008.

Aung San Suu Kyi.



Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz de 1991 , continuará em prisão domiciliar.


Assim determinou a corrupta e violenta Junta ditatorial da Birmânia (Mianma) que, sob comando do general Than Shwe, controla o país.
Aug retornou do exílio há 18 anos e está presa em domicílio faz mais de 12 anos.


Já se encontrava em prisão domicialiar quando foi eleita vencedora do Nobel da Paz. O prêmio, pensou-se, pressionaria os ditadores de farda. Mas, eles não deram a mínima.


O prazo para a soltura de Aung San Suu Kyi venceria hoje. Mas, a Junta Militar, arbitrariamente, resolveu prorrogá-lo por tempo indeterminado ( fala-se, também, em prorrogação por 6 meses). Com isso, o ditador chefe da Junta, Than Shwe, desatendeu os apelos internacionais, em especial os feitos pelas Nações Unidas.


Hoje, os militares redobraram a vigilância no domicílio da líder Aung San Suu Kyi. Temiam por manifestações pelo décimo oitavo aniversário das eleições políticas que deram esmagadora vitória ao partido presidido por Aung. Aliás, uma eleição anulada pelos militares.


Aung San Suu Kyi é filha do genereal Aung Sang que, em 1947, negociou a independência do país, antes colônia britânica. O seu pai foi assassinato, logo depois, por políticos rivais.


A ditadura militar na Birmânia começou em 1962, com o general Ne Win. Uma atual Junta militar, desde 1989, dá continuidade ao regime ditatorial. Em 1989, trocou o nome do país para Mianma.


Depois de eleições livres de 1990, o partido da Liga Nacional para a Democracia, liderado por Aung San Suu Kyi, venceu as eleições por uma folgada maioria de votos. Mas, os ditadores da Junta anularam tudo e impediram Aung San Suu Kyi de assumir o governo, a pretexto de ser casada com estrangeiro.


Depois dos massacres dos monges budistas e civis, que saíram no final de 2007 em protesto contra a carestia, a Junta recebeu um enviado nas Nações Unidas, Ibrahim Gambari, e prometeu um referendo para mudanças constitucionais. Permitiram um encontro de Gambari com Aung e ficou avençado que em 27 de maio seria levantada a prisão domicialiar.


O referendo realizado deste mês maio sobre a nova constituição foi fraudado. O ditador–maior, Than Shwe, alías, nem suspendeu o referendo, apesar da tragédia provocada pelo ciclone Nergis.


--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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