São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

A morte do líder Manuel Marulanda Velez

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 25 de maio de 2008.

Marulanda, no pincel de Fernando Botero.


A rádio Caracol, --principal emissora de radiodifusão da Colombiana--, divulgou, neste domingo, um comunicado em que as FARC admitem a morte, por infarto, de Manuel Marulanda Vélez, registrado como Pedro Antonio Marin, líder e um dos fundadores, em 20 de junho de 1964, da guerrilha.


. O nome Pedro Antonio Marin foi abandonado numa homenagem, quando ainda era adolescente, a Manuel Marulana Vélez, um combatente da chamada revolução proletária colombiana, torturado e morto a mando do governo.


Marulanda, apelidado pela boa-pontaria de Tirofijo, antes de se unir a Jacob Arenas , era um pequeno sitiante. Numa Colômbia com conflitos e golpes desde 1948, Arenas e Marulanda iniciaram um movimento de resistência no vale Marquetália, no lado oriental da cordilheira Andina.


A primeira batalha deles contra soldados do Exército, num total de 6 mil, ocorreu em 27 de maio de 1964.
,br>
Com a vitória, surgiram as Forzas Armadas Revoluzionarias de Colômbia (FARC). O primeiro líder, e secretário-geral foi Jacob Arenas.


Jacob Arenas morreu de infarto em 1990, aos 72 anos de idade. Seu sucessor foi Marulanda, que, a partir de então, esteve a frente da guerrilha.

Depois da últimas baixas nas FARC, com três mortes (Raúl Reyes, Ivan Rios e Manuel Marulanda Velez), especula-se que a secretaria-geral ficará com Alfonso Cano.

O delfim na sucessão era Ivan Rios, morto por seus próprios comandados. Marulanda achava que Ivan era o mais inteligente e o único com preparo para ser o intérprete, na sua ausência, do pensamente marxista das FARC.


A morte de Marulanda era esperada, desde quando se descobriu que tinha câncer de próstata com metástases.


A última entrevista de Marulanda foi dada a Ettore Mo, um jornalista europeu. Ocorreu depois do acordo, em 1998, com o presidente Andres Pastrana, que declarou desmilitarizada uma ampla área do território colombiano. Tudo numa frustrada tentativa de pacificação e paulatina integração dos líderes das FARC em partido político.


Conta Ettore Mo que a entrevista foi intermediada por Raul Reyes e se deu em um local atingido depois de percorrer por dias uma fechada selva.


À entrevista, Marulanda chegou num automóvel da marca Mercedez Bens, pilotado por uma guerrilheira loura. Ele era escoltado por seis homens.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet