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Lei Seca no Grand Hyatt do Cairo. Estoque de dois milhões de dólares foi para o ralo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 25 de maio de 2008.

foto: Grand Hyatt do Cairo, sem bebidas alcoólicas.


Desde 2003, no Cairo (Egito), quem explora a marca no majestoso cinco estrelas chamado Gran Hyatt é o xeque saudita Abdul Azis Bin Ibrahim al Ibrahimi.

Numa crise de consciência wahhabita (islamismo integralista predicada em 1700 por Mohammad Abd al Wahhab e em vigor na Arábia Saudita), o xeque Al Ibrahimi mandou destruir todo o estoque de bebidas alcoólicas, orçado em US$2,0 milhões. O xeque é parente próximo do rei saudita Abdallah.

Nem os hóspedes estrangeiros podem consumir bebidas nas dependências o hotel, ainda que compradas fora dele. E até a cerveja Estrela, produzida no Egito pela empresa Al Ahram Beverages e muito consumida nos bares da piscina e da sauna do Gran Hyatt do Cairo, encontra-se proibida.

As autoridades egípcias e a rede norte-americana estão preocupadas. Para a primeira, uma das grandes fontes de renda do Egito é o turismo, que pode ficar abalado. Na visão da titular da marca Hyatt, houve desrespeito às regras contratuais, pois o hotel da rede tem de funcionar conforme o modelo de um cinco estrelas de luxo, ou seja, com bebidas alcoólicas disponíveis.

No mundo Corânico dos wahhabitas, produzir, importar, vender e consumir, bebidas alcoólicas é proibido e as penas são pesadas.

Em muitos países árabes moderados, permite-se, com regras restritivas, a produção e a importação, caso, por exemplo, da cerveja Estrela, feita no Egito.

Com a expansão da rede internacional de hotelaria, passou-se, em alguns países árabes, a admitir o consumo por estrangeiros e não islâmicos.

-Wálter Fanganiello Maierovitch-


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