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Reação Gay à descriminação da ministra da Igualdade de Oportunidas, ex-miss Itália (foto ao lado)

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 21 de maio de 2008.

Mara Carfagna, ministra da Igualdade de Oportunidades, quando miss-Itália.



Mara Carfagna, ex-miss Itália e atual ministra da Igualdade de Oportunidades, decepcionou na sua estréia política ao escolher, por ocasião de um encontro contra a homofobia, a passarela da discriminação.

Em menos de duas semanas no cargo de ministra da Igualdade de Oportunidades, ela virou alvo de justos ataques de gays, lésbicas, transsexuais, artistas, intelectuais e progressistas.

Para Wladimir Luxúria, primeiro deputado europeu transsexual e que não logrou a reeleição por causa da divisão entre os partidos de esquerda, La Carfagna pertence a um governo que “não nos representa”, numa alusão às posturas discriminatórias com relação aos gays e racista com referência aos imigrantes clandestinos, que pretende criminalizar.

A nova ministra, --que já foi chamada de “Musa do Parlemento” quando, na última legislatura, elegeu-se pelo berlusconiano partido da Forza Italia--, recusou-se a co-patrocinar a Para Gay nacional, marcada para 28 de junho em Bologna, e as regionais de Roma e Milão, designadas para 7 de junho.

Para ter idéia, a romana Gay Pride de 2007 contou com a participação de 200 mil pessoas e a presença da ministra Bárbara Polastrini, antecessora de Carfagna na pasta da Igualdade de Oportunidades.

Mara Carfagna.


Como justificativa para o indeferimento do co-patrocínio, Mara Carfagna adotou o discurso do Vaticano e afirmou, como uma fascista, que a Gay Pride reúne exibicionistas e folclóricos. Mais, que o único objetivo da Gay Pride é forçar o reconhecimento legal da união entre casais gays, da qual é contrária.

Em razão de a ministra já ter sido miss-Itália, (inundou revistas européias com fotos de nus artísticos), o presidente da organização Arcigay, Aurélio Mancuso, não deixou de ironizar: - Mara Carfagna deveria saber bem que nas passarelas existe uma ostentação do corpo feminino. E nós desfilaremos em todas as Paradas Gays como se estivéssemos numa passarela de Miss Itália”

Carfagna é uma das protegidas do caricato premier Sílvio Berlusconi. Ele é considerado um conquistador e pode ser visto como uma espécie de Paulo Maluf da política italiana. Suas “cantadas” públicas e inconveniências levaram, por carta publicada no jornal La Repubblica, a uma reação indignada da sua bela esposa Veronia Lario, ex-atriz de teatro. --Wálter Fanganiello Maierovitch--


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