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TERROR. Casa Branca enfurecida com a França.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 20 demaio de 2008.


O governo Bush teve uma surpresa desagradável. Bernard Kouchner, ministro francês de Relações Exteriores, informou que vem mantendo, há meses, conversações com o Hamas.

Essa surpresa deveu-se ao fato de o Hamas, pelos EUA e pela União Européia, ser considerado uma organização terrorista. Mais, nem EUA e nem União Européia mantém conversações com o Hamas enquanto esta organização não reconhecer Israel e não renunciar à violência.

Essa iniciativa francesa de aproximação foi reprovada pelo porta-voz do departamento de Estado, Sean McCormack: - “Não acredito que tenha sido sabia e nem apropriada”.

PANO RÁPIDO. Existem duas correntes a respeito de negociações com organizações dadas como terroristas.

A primeira, que prevaleceu na recente conferência bushiana de Annapolis, fecha todas as portas para qualquer contato com o inimigo. É a corrente conhecida como da “guerra-preventiva”, inventada por Bush e que serviu de pretexto para a invasão do Iraque.

A segunda corrente, que prevaleceu nos casos do Ira, do Eta e da OLP, entende que, numa “guerra” e na busca da paz, se deve dialogar com o adversário.

Como se percebe, a França trilha a segunda via.

Essa é a vida dos chamados países de visão euromediterrânea, como Espanha, França e Itália, esta no então governo do premier Romano Prodi.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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