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Discriminação. Ex-miss Itália e atual ministra é contra as Paradas Gays.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 19 de maio de 2008.

Mara Carfagna: ex-miss Itália e atual ministra da Igaldade de Oportunidades.



O governo de centro-direita de Sílvio Berlusconi, na sua segunda semana de investidura, já mostra a cara e parte para as discriminações.

Membro de um partido de matriz separatista (Liga Norte), o novo ministro do Interior, Roberto Maroni, centra fogo nos imigrantes clandestinos, em especial nos romenos. Quer fazer uma faxina e colocar na cadeia ou expulsar os imigrantes que não conseguem obter uma permissão de residência (“permesso di soggiorno”), embora estejam há anos na Itália. E muitos explorados em trabalho escravo.

Por outro lado, a ministra para a Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, faz juízos equivocados a respeito de homossexuais e nega apoio e participação na Gay Pride nacional, agendada para Bologna no próximo 28 de junho. Pela mesma razão, o seu ministério vai tomar distância das paradas-gays de Roma e Milão, marcadas para 7 de junho.

Mara Carfagna, ex-deputada pelo partido de Berlusconi (Forza Itália), acha que “ o único objetivo de uma Gay Pride é o de forçar o reconhecimento oficial de casais homossexuais, talvez para equipará-los aos matrimônios.”

Ela frisou estar pronta a patrocinar seminários e conferências que tratem do “contraste às formas de discriminação e de violência”. Quanto à Gay Pride, destaca, em complemento ao seu juízo canhestro e contraditório: - “Não sei para que coisa possa servir”

Para a ministra, estão preparadas para a Itália, neste 2008, cinco paradas-gays, num momento que já existe a integração social dos homossexuais e passou o tempo em que eram considerados “doentes mentais”.

No governo anterior, do premier Romano Prodi, de centro-esquerda, a ministra para a Igualdade de Oportunidades, Bárbara Pollastrini, contribuía com as paradas e esteve presente, por exemplo, na realizada em Torino.

Num diversionismo, a ministra disse que prefere se “ocupar de mulheres que ganham 30% a menos do que, por trabalho igual, realizam os homens”.

Como se percebe, a ministra não é capaz de cuidar de vários questões relativas à sua pasta e despreza uma manifestação a criar uma cultura de igualdade entre os seres humanos e de respeito às preferências.

Só para lembrar. O ex-presidente Putin visitou o seu amigo Berlusconi na Sardenha, onde o premier possui uma “villa” cinematográfica. Putin proibiu, ano passado, a primeira parada-gay em Moscou e colocou a polícia para dispersar os homossexuais que tinham organizado a manifestação. Berlusconi, pela legislação italiana, não pode proibir, mas já colocou a sua ministra para fazer oposição.

-Wálter Fanganiello Maierovitch--


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