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TERROR. Vitória do Hezbollah. O premier Siniora recua.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 14 de maio de 2008.

O general Wafiq Shuqeir, simpatizante do hezbollah, retomou hoje, por recuo do governo do premier Fouad Siniora, o seu posto no aeroporto internacional de Beirute.

A sua exoneração e a determinação de interrupção na rede de telefonia privada do hezbollah, foram os pretextos para os ataques iniciados em 7 de maio, com 60 mortos e 200 feridos, até agora.

Hassan Nasrallah, líder do hezbollah.


O hezbollah, ou xiitas do “Partido de Deus”, tomou conta da região oeste de Beirute e, no centro, invadiu prédios públicos e destruiu jornais e a rede de televisão Future News, do líder sunita Saad Hariri, filho do ex-premier Rafiq Hariri, assassinado em 14 de novembro de 2005.

O hezbollah, que tem o lado legal de partido político e o ilegal ligado à eversão e ao emprego de método terrorista, possui um canal de televisão, ou seja, a Tv. Al-Manar. Apesar disso, seus membros destruíram a moderna redde de televisão do líder sunita, com cortes nos cabos de fibra ótica e destruições dos equipamentos, estúdios e arquivos.

Os conflitos inicados em 7 de maio transbordaram para a periferia de Beirut, a envolver grupos pró-governo Sinora e facções do hezbollah. Houve confronto com o hezbollah, também, nas montanhas controladas pelos dursos, liderados por Walld Jumblat, que preside o partido socialista.

A Future TV de Harrire conta com 550 jornalistas contratados. Como lembrou o diretor de jornalismo, “o fascismo começou por atacar jornalistas”.

O hezbollah destruiu a sede, equipamentos e arquivos do jornal Al Mustaqbal e da rádio Al Sharq.

PANO RÁPIDO. O recuo de Siniora preocupa, pois cedeu à demonstração de força e as provocações do hezbollah. Só que evitou, ao que parece, uma nova guerra civil, de um Líbano que já experimentara duas outras: 1958 (cristãos pró-ocidente e cristãos pró-Egito) e aquele que durou 15 anos (1975-1990), a envolver xiitas, drusos, cristãos maronitas e sunitas.

Pelo que se sabe, o hezbollah tornou-se uma potência, que tem até um banco para operar suas finanças: Beit Al Mal. Sua força militar é superior a do Exército do Líbano e a Unifil, tropa internacional de paz, não consegue cumprir a deliberação do Conselho de Segurança da ONU, que determinou o desarmamento do hezbollah.

Por outro lado, o sistema de divisão confessional do poder político não mais resiste: presidente cristão-maronita, primeiro-ministro sunita e presidente do Parlamento xiita. Desde novembro de 2007, o Líbano não tem presidente. --Wálter Fanganiello Maierovitch--


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