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DROGAS. Base militar americana em Manta reprovada pelo presidente do Equador

Por Wálter Fanganiello Maierovitch/CARTA CAPITAL

IBGF, 14 de maio de 2008.

Os norte-americanos devolveram na data aprazada e com tranqüilidade o canal do Panamá. Tranqüilos porque tinham construído, em substituição, duas bases militares, operativas nas caribenhas ilhas de Aruba e Curaçao. Tudo, evidentemente, com controle pelo comando-sul dos EUA, estabelecido na Flórida, em Ky-West.



A pretexto de controlar o tráfico de drogas destinadas aos EUA e feito por aeronaves, as bases militares foram implantadas em Aruba e Curaçao.

Como a droga é usada para esconder interesses geopolíticos e geoestratégicos, desde a era do presidente Ronald Regan, apenas duas bases não bastavam.

Assim, os EUA implantaram, no final dos anos 90 e com governos de perfil filo-americano, duas outras bases, ou seja, em Manta, no Equador, e Iquitos, no Peru.

A política da “war on drugs” começou com Richard Nixon, depois do fracasso no Vietnã e de os soldados terem voltados dependentes químicos de heroína, que “rolava” fácil naquele país oriental.

Quando presidente, Ronald Reagan, para combater o regime comunista, aproveitou a “war on drugs” e declarou que o combate seria interno e sem fronteiras. Em outras palavras, inventou uma maneira para, sem invadir, estabelecer controle em vários países.

Com base na doutrina ampliada da War on Drugs, nasceram hipócritas acordos bilaterais de cooperação internacional e a autorizar, por toda a América Latina, presença militar e de agentes da DEA (Drug Enforcement Agency) e da CIA (Central Intelligence Agency).

No Brasil, a revista Carta Capital cansou de mostrar como tais agentes atuam, sem nenhuma fiscalização. A propósito, a DEA levou dois anos para avisar da presença do narcotraficante colombiano Abadia, do Cartel do Valle Norte, no nosso país. Fez quando interessou, ou seja, depois do rompimento dos norte-americanos com os paramilitares colombianos, que eram sustentados pelo cartel do Valle Norte.

O acordo que levou à instalação da base militar de Manta terminará no início de 2009 e o presidente Rafael Correa já avisou que não será renovado. No particular, vale lembrar ter o presidente Chavez, por espionagem política, expulsou agentes da DEA da Venezuela.

Por evidente, a recusa de Correa quanto à permanência da base de Manta não ficará barato. Em breve, será acusado de colaborar com o narcotráfico, pois a base controlaria os aviões usados pelos traficantes colombianos.

No momento, interessa aos operadores da War on Drugs afirmarem que 90% da cocaína consumida nos EUA é de procedência colombiana. Mais, que em 2007, na base de Manta, foram interceptadas 200 aeronaves.

Sobre essas 200 aeronaves, onde estariam? Lógico, ninguém sabe, ninguém viu. E muito menos existe a informação se as aeronaves foram fabricadas nos EUA e quem as vendeu.
--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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