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TERROR. Hezbolah ocupa e governa Beirute Oeste.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 10de maio de 2008.


Hoje completo 61 anos de idade. Estava ansioso para receber, de presente de aniversário, uma boa notícia de amigos libaneses, de Beirute.

Como já escrevi anteriormente, sempre tive grandes amigos libaneses, desde o tempo do curso primário, no ginásio Staford.

A notícia não foi agradável. No quarto dia de conflitos, com milícias terroristas do Hezbolah a ocupar Beirute-Oeste, precebe-se : (1) a divisão da capital Beirute, (2) a invasão das redações de jornais, (3)tomada de próprios públicos, (4) provocações como a quebra e saída do ar da emissora de televisão Futuro, do filho do saudoso Rafik Hariri, primeiro ministro assassinado em fevereiro de 2005:o maiore suspeito é o governo Sírio, qe teria usado terrorista do Hezbolah.

Enquanto as milícias xiitas ocupam as repartições, invadem estabelecimentos privados, o Exército libanês assiste sem intervir.

Os chefes militares têm dois temores. Primeiro, se reprimirem os xiitas poderão dar causa a uma segunda guerra civil : a primeira durou 15 anos, de 1975 a 1990. Por outro lado, há o temor de os soldados xiitas do Exército-libanês passarem para o outro lado, a desfalcar e desmoralizar a força oficial.

Para o ministro para assuntos Sociais do governo do premier-sunita Fouad Siniora (65 anos), a ação xiita busca um “ golpe de Estado”

O premier Siniora continua no palácio do governo, sob proteção militar. O seu forte aliado, da etnia dos drusos e presidente do partido socialista, Walid Jumblatt, também está protegido. Mas, pelos drusos, nas montanhas.

O Hezbollah, pelo seu chefe Hassan Nasrallah, continua a ser um teleguiado de Teerã e recebe apoio da Síria, que considera o Líbano um seu protetorado. Com característica camaleônica , já que misto de partido oficial e organização terrorista que criou um estado dentro do Estado-legal, o Hezbolah, financiado, armado e instigado pelo Irã, tenta transformar o Líbano numa ponte xiita de acesso ao Ocidente, pelo Mediterrâneo.

Nasrallah, a voz de Teerã na boca do Hezbolah.


País de maioria sunita, o Líbano está sem presidente desde novembro de 2007. Por dissenso quanto à reforma política e o Hezbolah a tentar maioria no parlamento mediante assassinatos de deputados sunitas, o único candidato à presidência, Michel Suleyman (general), está engessado, pois não consegue viabilizar o seu intento.

Com a derrota imposta a Israel no sul do Líbano e em 2006, o Conselho de Segurança da ONU montou a força Unifil. Ela ficou incumbida de controlar a fronteira entre Líbano e Israel e desarmar o Hezbolah, que não aceita e não foi, até agora, incomodado.

Para os analistas internacionais europeus, os recentes ataques do Hezbolah a Beirute, com a separação da região oeste, segue a adoção do modelo do Hamas, na ocupação da Faixa de Gaza. A grande meta seria desencorajar e provocar o retorno das forças da Unifil, abrindo-se caminho para, com a fronteiras sem presença de força de paz, voltar a atacar Israel, seguindo o quadro traçado por Teerã: quando do assassinato de Harire (2005), a França retirou o seu contingente de paz.

No Líbano, teme-se por uma nova guerra-civil. Bem diversa da iniciada em 1975 e que durou até 1990. Nessa inesquecível guerra-civil, os xiitas eram dirigidos pelo moderado Amal e estavam unidos aos drusos. Agora, os xiitas são comandados por Nasralah, belicoso líder ligado e sustentado por Teerã, com apoio menor da Síria. Os drusos, agora, estão do outro lado, ou seja, apóiam o governo do sunita Siniora, de perfil filo-ocidental.

PANO RÁPIDO. O Hezbolah atacou Beirute com uma fúria a surpreender. Tomou conta da cidade, depredou e isolou a Beirute-oeste. Até agora, o poder de reação dos sunitas e dos drusos reduz-se a zero, num quadro, até ontem, de 13 mortos e mais de uma dezena de feridos.

O ex-presidente Amine Gemayel, de Paris, fala, também, em golpe de Estado xiita. -Wálter Fanganiello Maierovitch.


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