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Droga e Sexo. Mistura perigosa.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 9 de maio de 2008.



Sexo & Rock-roll. Não tanto. Está em declínio na Europa, frise-se, entre os homens.

No lugar do rock entra o álcool, a cocaína, o ecstasy e a maconha, segundo se depreende do estudo realizado pela Liverpool John Moores University, publicado, nesta semana, pela revista BMC Public Health.

A pesquisa envolveu 1.300 pessoas do sexo masculino. Pessas de diversos países europeus e de diferentes faixas etárias. A coordenação da pesquisa coube ao professor Mark Bellis , da supracitada universidade britânica.

Muitas das conclusões são surpreendentes, como as relativas ao consumo de droga na cama, com a parceira.

Pelos resultados e análises realizadas, descobriu-se que 1/3 dos entrevistados, -- na faixa entre 16 e 35 anos de idade--, ingerem bebidas alcoólicas para aumentar as suas chances sexuais, ou melhor, para perder a inibição ou para adquirir tranqüilidade durante a relação sexual com a partner. Por outro lado, os que consomem cocaína, maconha ou ecstasy (anfetamina), têm por objetivo aumentar a potência física ou alcançar sensações prazerosas mais intensas.

Para Bellis, o resultado da pesquisa preocupa, pois mostra o quanto os jovens estão desinformados a respeito do uso de drogas (incluído o álcool) correlata à atividade sexual. Isto para obtenção de performance, resultados sexuais melhores, etc.

Segundo o professor Bellis, milhões de jovens europeus, no momento, ingerem bebidas alcoólicas e usam substâncias químicas capazes de alterar as suas escolhas sexuais. Os efeitos induzem-nos a fazer sexo não protegido e a manter relações que, depois de sóbrios, levam ao arrependimento.

Na pesquisa, os jovens tiveram de responder, anonimamente, a um questionário. Todos os entrevistados responderam terem feito uso de álcool muito antes de completar 14 anos de idade. Num grupo de quatro pesquisados, três já haviam experimentado um cigarro de maconha. Aumentado o grupo para dez pessoas, três tinham provado cocaína ou ecstasy.

Outra conclusão foi do uso de bebida alcoólica para favorecer aproximações que, depois, poderiam levar a uma relação sexual de ocasião.

Como se percebe, a desiformação leva a riscos e frustrações. A maconha, por exemplo, é droga relaxante. Uma dose de anfetamina, com aumento de batimentos cardíacos já acelarados pela atividade sexual, podem causar parada cardíaca.

Com efeito. Se nos países do Primeiro Mundo ocorre desinformação, dá para imaginar no Brasil, que nada investe e tem uma falida política sobre drogas ilícitas e de abuso. A propósito, por aqui virou moda entre os jovens, nas baladas, a oferta de droga por pessoa desconhecida, mediante o uso do jargão “quer uma bala ?”. E pode ser uma droga impura, feita no fundo de quintal paraguaio. -Wálter Fanganiello Maierovitch-


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