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Direitos Humanos. Frustrante o primeiro encontro entre representantes do governo chinês e do dalai-lama.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 5 de maio de 2008.

No meio desta semana ocorrerá o segundo “metting” de conversações entre os representantes do governo chinês e os do líder espiritual tibetano, o dalai-lama.

Não foi animador o primeiro encontro, ocorrido neste final de semana em Shenzen, considerada a cidade símbolo do desenvolvimento econômico da China.



O presidente e o premier da China designaram para as negociações dois vice-ministros, enquanto o dalai-lama indicou os seus representantes de Washington, Lodi Gyari, e da Suíça, Kelsang Gyaltsen.

Enquanto ocorria a primeira reunião, o presidente chinês visitava o Japão, para reduzir antigas tensões que já duram dez anos.

Em entrevista na cidade de Tóquio, o presidente Hu Jintao afirmou acreditar no diálogo e frisou que a China está sempre aberta para discussões. Disse que espera do dalai-lama ações concretas (1) para terminar com a violência dos tibetanos na China e acabar com (2) as tentativas de sabotagem aos jogos olímpicos. Foi prudente e não usou expressões da predileção do partido comunista chinês, que fala em “gang do dalai-lama”.

No primeiro encontro, cada parte bateu na mesma tecla, que espalham sons inconciliáveis.

Com efeito. Os dois representantes do governo chinês insistiram no reconhecimento da plena soberania da China sobre o Tibete e querem a renúncia de toda e qualquer iniciativa separatista tibetana.

Por seu turno, os representantes do dalai-lama responderam que não estão reunidos para tratar desses temas, mas da autonomia e da sobrevivência cultural tibetana.

Enquanto isso, faltam menos de 100 dias para o início dos jogos olímpicos de Pequim.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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