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MÁFIA. Imagens do novo chefe da Máfia nos muros de Palermo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 27 de abril de 2008.

Neste domingo, a cidade de Palermo acordou com as imagens de Matteo Messina Denaro, sucessor de Bernardo Provenzano, pintadas pela cidade.


.Matteo Messina Denaro


Foragido desde 1993, condenado à prisão perpétua, Messina Denaro aparece em bem elaborados murais, um deles na parede da majestosa catedral de Palermo. Com imagens a imitar negativos e fotos em branco e preto, embaixo seguem cifrões (denaro = dinheiro) e o seu nome.


Denaro disputava com Salvatore Lo Piccolo a sucessão aberta com a prisão de Bernardo Provenzano, que ficou de mais de 40 anos foragido: uma só saída da Sicília para operar a prostata na França.


Com a prisão de Lo Piccolo em novembro de 2007 (estava foragido desde 1983), Messina Denaro assumiu o controle da potente Cosa Nostra.


Messina Denaro, 46 anos de idade, controla a máfia de Trapani e circula entre essa cidade e Palermo, por mais de 20 anos e sem ser apanhado pela polícia.


Ele está condenado à prisão perpétua pela co-participação nas ações eversivas em 1993, quando a Máfia resolveu, sob comando de Totó Riina, o chefe-dos-chefes, declarar guerra à Itália e bombardeou Roma, Milão e Florença. Além dos danos culturais, ocorreram dez mortes e uma centena de inocentes saíram feridos em conseqüência das explosões.


No seu currículo criminal, constam vários homicídios, consumados e tentados. Um dos homicídios frustrados foi a explosão preparada contra o jornalista Maurizio Costanzo, que atacava a máfia e comandava o programa dominical de maior audiência na televisão italiana: por mero acaso, Costanzo mudou o costumeiro caminho que percorria de automóvel para chegar à sede da RAI (rádio e televisão italiana).


Messina Denaro leva vida de play-boy, já tendo sido visto em discotecas. No seu último esconderijo descoberto, em zona residencial de Palermo, a polícia encontrou, na geladeira, garrafas de champagne francesa e caviar russo.


PANO RÁPIDO. O controle de território pela Máfia, como ocorre em morros cariocas, possibilita ao potente criminoso uma particular e eficiente blindagem.


As imagens nos muros estão sendo consideradas um trabalho para provocar a idolatria e mostrar aos cidadãos que a Cosa Nostra tem governo e está viva.


-Wálter Fanganiello Maierovitch--


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