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Maconha, a receita do presidente do sindicato de polícia da Holanda.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 25 de abril de 2008.



Para muitos desinformados, a maconha não é criminalizada na Holanda.


O que vigora na Holanda, -- e o governo conservador vencedor das eleições de 2007 quer mudar mas não sabe como fazer--, é uma política voltada a afastar o usuário de maconha do traficante.


Com base nas linhas mestras dessa política holandesa introduzida no século XX foram elaboradas as leis e os decretos de regulamentação.


Pela norma legal, portar droga para uso próprio, sem autorização, é crime. No entanto, três exceções foram abertas para o caso de posse de maconha para consumo pessoal.


Quanto à primeira exceção, -- e sempre com a meta de afastar o usuário do traficante--, o consumo de maconha é permitido nos cafés, para maiores de 18 anos de idade. O primeiro café foi aberto em 28 de novembro de 1968. Ele ainda funciona no mesmo lugar, na cidade de Utrechet. É o Café Sarasani.


A segunda e a terceira exceções voltam-se ao uso terapêutico, medicinal. Pois bem, em cada residência podem ser cultivados, para finalidade terapêutica e não lúdico-recreativa, até três pés de maconha. O consumo é permitido apenas em casa. Cada usuário terapêutico, sem receita, pode comprar nas feiras livres sementes para o cultivo domiciliar.


O certo é que o uso difundiu-se fora dos cafés e contra a lei. Muitos, ilegalmente, cultivam a cannabis em recintos fechados, com iluminação artificial. E também “gambiarra” para não pagar o consumo de energia: a lâmpada empregada é mais potente (igual a utilizada em iluminação pública) e, para o cultivo, ficam acessas as 24hs. Em resumo: conta de energia cara.


coffe-shop holandês, auorizado a vender 1/2 quilo de maconha por noite.


Como o governo patina e quer acabar com as exceções para o uso da maconha sem perder arrecadação (v.g: o turismo da maconha e as feiras-festivais ajudam a embalar o “pib” dos países baixos), muitas pessoas apresentam sugestões.


O presidente do sindicato dos policiais da Holanda, Hans van Duijin, acaba de propor o “liberou geral”. Ou seja, quer a legalização do consumo da erva canábica.


Segundo Van Duijin, a luta contra a cannabis é inútil e só serve para provocar o aumento do número de crimes conexos. Para ele, a legalização de drogas leves, a incluir a maconha, é o caminho, com o dever de os usuários de “longa data” ser convencido a assumir a obrigação de utilizar a droga mediante autorização e controle médico.


Alertou o presidente do sindicato que, na Holanda, os políticos não legalizam o uso da maconha porque têm receio das críticas e pressões internacionais internacionais: “preferem esconder a cabeça debaixo da areia”.

-Wálter Fanganiello Maierovitch-


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