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Tocha Olímpica & Business.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 21 de abril de 2008.

Carrefour na China.


A chama da tocha olímpica fez a primeira vítima. Foi a rede francesa Carrefour, que na China mantém 100 supermercados.


Nacionalistas motivados pela pesada propaganda do governo de Pequim, saíram às ruas no final de semana para (1) pedir adesão ao boicote contra o Carrefour. Protestaram, também, (2) contra os governos ocidentais que reprovaram a repressão em Lhasa (Tibete), (3) contra os tibetanos desejosos de independência da China e (4) contra os veículos de imprensa, incluídas as agência noticiosas, por terem distorcido a verdade com relação ao sucedido na revolta dos tibetanos em solo chinês.


Num troco à manifestação de 7 de abril em Paris, quando da passagem da tocha olímpica, os exaltados nacionalistas chineses resolveram incentivar a população a não realizar compras nos hipermercados Carrefour.


De olho nos negócios, a Coca-Cola, uma das “top-sponsor” dos Jogos Olímpicos, resolveu, “na moita” tirar as suas propagandas dos carros que acompanham o percurso da tocha olímpica. Sem aparecer a marca, entendem os gestores da multinacional que não correrão associações de idéias e, assim, não perderão consumidores.


Outra empresa agitada é a Samsung, que está entre as cinco maiores patrocinadoras dos jogos. E agitada porque a tocha chegará ao Japão no próximo sábado, 26 de abril. O governo japonês já avisou que os homens vestidos de agasalhos azuis de ginástica não serão bem aceitos. Para que não sabe, os homens de agasalhos azuis são os chineses responsáveis pelo acompanhamento da tocha no seu giro planetário.


Qualquer confusão em Tóquio poderá afetar o futuro faturamento da Samsung.


Como se tudo tivesse sido adrede preparado, chineses das comunidades estabelecidas em Londres, Berlim, Viena e Paris, abriram, no meio da semana, manifestações anti-ocidentais que prosseguiram, no final de semana, na China.


PANO RÁPIDO. A pressão feita para o Comitê Olímpico Internacional de suspender o “tour” da tocha não teve por meta evitar conflitos violentos. Era pressão feita por patrocinadores, que tiveram a oposição do governo chinês e recuaram. Assim, a chama continuou, pelo planeta, a iluminar a hipocrisia.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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