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Berlusconi será o primeiro ministro italiano.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 14 de abril de 2008.

Berlusconi, no último comício.


Mais de 50% dos votos foram apurados. Isto até as 19 horas de Roma, ou seja, 14 horas no Brasil.

A coligação liderada por Sílvio Berlusconi obteve 58% dos votos. Os democratas de Walter Veltrone conseguiram 46,6% dos votos.

Segundo projeções feitas no Palazzo Viminale, --sede do Ministério do Interior onde ocorrem as totalizações--, as apurações estarão encerradas entre meia-noite e uma hora da madrugada.

O apurado confirma as projeções anunciadas nos jornais La Repubblica e Corriere della Sera, no sentido de que Berlusconi seria o primeiro-ministro.

Os membros da coligação berlusconiana, à frente Maurizio Gasparri (segundo nome da lista para o Senado pelo PDL), aproveitam os resultados para criticar pesadamente a televisão estatal italiana (RAI), que, na última projeção permitida por lei, apontava vitória de Veltroni contra Berlusconi.

O premier demissionário Romano Prodi permaneceu no cargo pelo período de 1 ano e 8 meses. Tinha ganhado a eleição por pequena maioria de votos, numa ampla coligação com a esquerda. Pensava em ficar no cargo por cinco anos, mas não teve o voto de confiança do Senado, quando de uma segunda crise no seu governo. Berlusconi, agora, imagina governar por cinco anos.

Desta vez, o Partido Democrático (PD) de Veltroni não aceitou o apoio da esquerda, que, junto com os do partido verde e radicais de esquerda, teve de lançar canditado próprio, ou seja, Fausto Bertinotti, ex-presidente da Câmara, comunista histórico e fundador do partido da Refondazione Comunista.

Essa coligação de esquerda, que não contou com o apoio dos trabalhistas comunistas liderados pelo candidato Ferrando, recebeu o nome de Arcobaleno (Arco-íris)

Uma das surpresas ficou com a supracitada coligação Arcobaleno, que não vai conseguir suplantar a cláusula de barreira e, assim, não elegerá nenhum representante.

A outra surpresa, -- a maior e mais preocupante--, fica por conta da Lega Nord, de Umberto Bossi. A Liga Norte para a Independência da Padânia, com base nos 50% dos votos até agora apurados, está com 7,6%. Pelas projeções, irá manter o procentual. Com isso, a separatista Lega Nord, -- da coalizão de Berlusconi--, passa a ser o fiel da balança, pois dela dependerá, no Parlamento, o futuro premier Berlusconi.

O Partido da Itália dos Valores, liderada por Antonio Di Pietro (ex-magistrado da Operação Mãos Limpas que, logo depois, deixou a carreira para ingressar na política), vai ultrapassar com facilidade a cláusula de barreira e deixar para trás o Arcobaleno, que foi reprovado pelo eleitorado.

Com péssimo resultado, esquerda italiana justifica a derrota ao atribuí-la à estratégia do Partido Democrático de Veltrone. Na última semana, o PD pregou o voto útil, assim, e segundo os próceres da Refundação Comunista, muitos eleitores de esquerda votaram no PD.

A União dos Democratas Cristão (UDC), coligação que concorreu como União de Centro, teve Ferdinando Casini como candidato a premier: ele era aliado de Berlusconi e presidia a Câmara no anterior governo Berlusconi. A UDC conquistou, até agora, 38% dos votos. E Casini acabou de saudar “o presidente Berlusconi” (referência ao premier, que é o presidente do Conselho de Ministros) pela vitória e disse que fará oposição responsável, ou seja, está disposto a voltar para o antigo barco.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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