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Direitos Humanos. Bush, pela primeira vez admite. Torturador Confesso.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 13 de abrilde 2008.

.Abu Ghraib.


Pela primeira vez, o presidente George W.Bush admitiu saber que os seus principais colaboradores discutirem nos mínimos detalhes o uso de tortura nos interrogatórios de suspeitos de pertencerem a Al Qaeda.

Mais ainda, Bush admitiu, em entrevista à rede televisiva Abc , --dada do seu rancho de Crawfort (Texas) onde passa o final de semana--, ter autorizado os interrogatórios sob tortura, com vários meses de duração.

Na entrevista, Bush frisou ter atuado dentro da lei , pois estava por ela legitimado a conceder esse tipo de autorização, em defesa do povo norte-americano: -“Fizemos isso para proteger o povo americano”.

Numa das passagens da entrevista, Bush destacou: - “ Disse ao país e afirmei ser legal o que fizemos, pois tínhamos pareceres jurídicos a permitir e chancelar as condutas concretizadas. E não existia nenhum problema, à luz dos pareceres, que fosse com Khalid Sheikh Mohammed. É importante que os americanos saibam ter sido ele o homem que ordenou os ataques de 11 de setembro”

O referido grupo de principais colaboradores de Bush era composto pelo vice-presidente Dick Cheney, pela secretária de Estado Condoleezza Rice. Também por Colin Powel, à época secretário e pelo falcão defenestrado, ex- ministro da defesa Donald Rumsfeld.

Bush contou na entrevista que coube à CIA preparar o programa de “técnicas avançadas”. No particular, Bush se referia a “técnicas avançadas” de torturas a serem empregadas nos interrogatórios dos suspeitos.

A CIA, no seu manual de tortura, incluiu o waterboarding , a chamada privação do sono , a palmatória, choques, etc.

PANO RÁPIDO. Pela primeira vez, Bush admitiu ter dado sinal verde para uso de tortura. Só que para ele não se tratava de tortura, mas de legítima defesa do Estado norte-americano. Por evidente, a tortura contraria o direito natural e o das gentes. No caso, constituiu-se em terrorismo de Estado .

Como Bush só acha dever satisfações aos norte-americanos,-- e não à comunidade internacional--, pouco importa a ele que os estrangeiros o considerem um torturador.

Vale destacar que os EUA não se submetem ao Tribunal Penal Internacional, ou seja, essa corte de Justiça da ONU, com competência para apurar e julgar crimes contra a humanidade, não poderá julgar Bush, Rice, Cheney, Rice “et caeterva”, como dizia ao tempo do antigo Império Romano.
--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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