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Direitos Humanos. Bush pode voltar atrás e COI poderá suspender a exibição da tocha olímpica.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 8 de abril de 2008.

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, depois das manifestações de protestos em Londres e Paris, e da solidariedade aos tibetanos em São Francisco, onde hoje chegou a tocha olímpica, não descartou a hipótese de o presidente Bush deixar de comparecer à abertura dos Jogos Olímpicos, em 8 de agosto próximo.




No “briefing” à imprensa, --Dana Perino foi bombardeada com perguntas a respeito de como o presidente Bush analisa a reação da comunidade internacional sobre os massacres na capital do Tibete e o permanente desrespeito aos direitos humanos na China.
A porta-voz, a princípio, disse que o presidente Bush estará nos Jogos, mas, emendou: -“ O presidente pode sempre repensar os compromissos”, ou seja, mudar de posição.

Perino esclareceu que ainda não existe nenhum programa de viagem à China preparado para o presidente Bush. No término do “brifing”, Perino frisou: - “ O próprio presidente Bush sempre esclareceu tratar-se de um evento esportivo e fazer pressão antes, durante e depois, das Olimpíadas é a melhor maneira para se procurar ajudar todos os chineses, não apenas os tibetanos”.

Especialistas em Casa Branca comentam que a porta-voz não foi surpreendida com o tema e, certamente, estava preparada para dar as respostas, já pensadas pela assessoria especial da presidência. Ou seja, a meta foi deixar tudo preparado para uma efetual mudança de barco não surpreender.

Segundo os supracitados analistas, a postura do direitista Sarkozy, -- como primeiro a levantar a bandeira do boicote à abertura dos jogos de Pequim,-- impressionou muitíssimo, em especial para melhorar a sua imagem de repressor de imigrantes marginalizados. Isto quando era ministro do Interior e colocou a polícia para atacar pesadamente os manifestantes da periferia, que incendiavam veículos e depredavam lojas.

Outra postura que não passou despercebida à Casa Branca foi a da alemã Angela Merkel. Sem falar em boicote, mas em “jogos que não devem ser misturados com política”, Merkel não estará em Pequim.

PANO RÁPIDO . No fim de mandato e com a popularidade comprometida, Bush, como já se percebeu no conflito entre palestinos e israelenses, tenta desesperadamente melhorar a imagem. Em especial, no campo dos direitos humanos e depois da invasão do Iraque baseada em mentiras, das torturas em presídios de Abu Ghraib e Guantánamo, e de autorização de interrogatórios de suspeitos de terrorismo mediante torturas e simulações de afogamentos.

Fora isso, o Comitê Olímpico Internacional (COI), reunido hoje a tarde, está para decidir sobre a suspensão dos desfiles com a tocha olímpica, símbolo dos jogos. A começar pela Argentina, onde a tocha deveris ser exibida na sexta-feira.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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