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Drogas. Os trapalhões da DEA, agência antidrogas norte-americana.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 2 de abril de 2008.

A principal agência norte-americana de combate às drogas é a DEA, uma sigla a significar Drug Enforcement Administration.

Sob a presidência de Ronald Reagan, -- 40º. presidente eleito dos EUA (1981-1989)--, ampliou-se a doutrina da “war on drugs” (guerra às drogas) para fora das fronteiras dos Estados Unidos.

A título de cooperação internacional, agentes da DEA espalharam-se pelo planeta. E fora a questão das drogas proibidas, passaram a fazer espionagem e contra-espionagem política. Por isso, o presidente Hugo Chávez expulsou-os da Venezuela. FHC foi mais bonzinho, afinal era íntimo do Bill Clynton. O Lula, não deve saber de nada.

Neste início de primavera norte-americana, a DEA acaba de se superar. Lógico, seus agentes serão devidamente reconhecidos por isso e, seguramente, terão registro especial nos prontuários.

A propósito, a DEA suplantou todas as chamadas forças de ordem norte-americanas, quer a polícia, quer as demais agências como a CIA, NAS, etc.

O reconhecimento vem, nada mais, nada menos, da inspetoria geral do ministério da Justiça dos EUA. Afinal, nunca uma agência (DEA), por seus agentes, perdeu tantas armas de fogo (revólveres e pistolas-automáticas) como a DEA.

Os casos de desaparecimentos são tragicômicos. Um agente, por exemplo, contou ter apoiado a pistola-automática no forro da viatura. Esqueceu lá e saiu com o veículo. A arma caiu na rua, logicamente e não foi devolvida até o momento do fechamento deste “post”.

Sem corar, um dos agentes achou que a arma portada caiu, por acaso, no cesto de lixo da sua repartição. Um cesto que é esvaziado todo final de expediente. Frise-se, por gente de absoluta confiança, que jamais bisbilhotaria em lixeiras.

Muitos agentes da DEA afirmaram que perderam armas em aviões, supermercados, hotéis e até banheiros de cinemas, de onde devem ter saído sem sentir nenhum tipo de aberto, nem o da arma na cintura.

Nas investigações promovidas no âmbito do ministério da Justiça foram ouvidos 91 agentes da DEA que perderam as armas das quais eram depositários, pois pertencentes ao governo dos EUA. O relatório produzido no ministério da Justiça tem 105 páginas.

Numa segunda etapa, serão ouvidos os agentes que podem dar ao à DEA um segundo recorde norte-americano. Ou seja, a DEA como recordista na perda de computadores portáteis, tipo notebook.

PANO RÁPIDO. Sobre as peripécias de trapalhões da DEA no Brasil tem até a dos agentes que conseguiram arrumar uma “boquinha” para jogar tênis no aristocrático Club Atlético Paulistano.

Eles, reservadamente, contaram aos catadores de bolinhas quem eram. Não existe registro sobre catadores com a “missão” de guardar armas durantes as partidas. Sabe-se, apenas, que recebiam em dólares pela estafante tarefa de pegar as bolas-foras: uma das especialidades na agência. Um dos catadores, mais esforçado ou simpático, ganhou um boné. Lógico, bordado com a sigla DEA.

Em poucos dias, os associados do club souberam que na quadra atrás da piscina social jogavam agentes secretos. Da turma do James Bond, como se dizia à boca-pequena. Nenhum agente secreto restou fotografado por máquina. Só ficaram nas memórias, com raquetes de primeiríssima qualidade.

Uma outra peripécia consistiu em a DEA pagar o aluguel de uma mansão no bairro do Pacaembu, para escutas telefônicas ilegais. A locação acabou celebrada em nome de um delegado da polícia federal: era conhecida como a Casa do Grampo. Fora isso, costumavam os agentes, sem autorização do governo brasileiro, realizar expedições na região amazônica. Quem quiser saber mais, fica o convite para a leitura de algumas matérias especiais do jornalista Bob Fernandes, do Terra Magazine.

Nessas matérias do Bob, sou testemunha dos fatos, que a comissão de Relações Exteriores do Congresso Nacional ficou de apurar no final dos anos 90 e me fez uma consulta para relatar. Esqueceram, como aconteceu com os agentes do DEA com relação às armas de fogo e computadores portáteis. Por último e só para não esquecer, o Ronald Reagan, com a guerra às drogas sem limitações de fronteiras, colocou os seus agentes em vários países. A questão da droga era secundária, importava-lhe combater o comunismo, em especial na América Latina.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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