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Direito das Gentes. Secretário da ONU condena filme contra o islamismo,

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

De Roma, 29 de março de 2008.



O deputado marqueteiro holandês Geert Wilders, da direita neofascista do seu país, teve o dia que planejou. Um planejamento de meses, com adiamento da difusão do seu filme para ganhar espaços na midi. Recebeu, por e.mai, milhares de cumprimentos de fanáticos, no site que mantém.

Muitos dos internautas falam da sua coragem ao autorizar a divulgação do filme contra o islamismo. Fala-se, também, em liberdade de manifestação do pensamento, regra no Ocidente.

O fascistóide Geert Wilders aproveitou, hoje, para criticar o pedido do governo holandês, também de direita. O governo alertou o deputado para os riscos de represálias contra os cidadãos holandeses no exterior e hostilidades para com os cidadãos dos Países Baixos.

Hoje, no palácio de vidro de Nova York, sede das Nações Unidas, o secretário-geral Ban Ki-moon, por nota lida pela sua porta-voz, manifestou inconformismo contra o filme e o condenou pesadamente.

O secretário-geral reconheceu os esforços do governo holandês. E criticou o “emprego de um filme com linguajar que promove o ódio e encoraja a violência”.

Para Ban Ki-moon, “a liberdade deve sempre estar acompanhada da responsabilidade social”. Pediu, ainda, que todos os ofendidos pelo filme do deputado permaneçam calmos.

O secretario-geral frisou que “A ONU é o centro dos esforços mundiais para levar avante o respeito recíproco, a compreensão e o diálogo. E arrematou: “Devemos perceber que a verdadeira divisão (acirramento) não se verifica entre a sociedade islâmica e a ocidental, como alguns querem fazer crer. A divisão ocorre entre as pequenas minoriais de extremistas que, de diferentes partes, estão interessados em promover ostilidades e conflitos.”.

Pano Rápido. O secretário-geral atuou no momento oportuno e posicionou a ONU contrária à difusão de um filme contrário ao islamismo (uma das três grandes religiões monoteístas), produzido por um raivoso oportunista, incapaz de respeitar a crença alheia e compreender, minimamente, as diferenças entre os povos.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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