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Escândalo da Mozzarella. Primeira Parte.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

IBGF, 27 de março de 2008.



De ROMA, urgente. O Japão acaba de suspender a importação da famosa mozzarella di búfala italiana. Isto depois de a Itália, -- na região da Campanea (capital Nápoli)--, ter encontrado indícios de contaminação por dioxina.

Há pouco, o ministro demissionário das relações Exteriores, Massimo D´Alema, deu uma entrevista e assegurou não haver risco à saúde humana e frisou: - “ O alarme que está ocorrendo é excessivo”.

A propósito, a União Européia (EU) admite até 6,0 mg de dioxina e dos 123 produtores campanos inspecionados pelo ministério da Saúde, (-- que já enviou relatório para Bruxelas,onde está a sede da EU)--, o exame revelou a incidência de 6,6 de dioxina. Pouco acima do teto, segundo toxicólogos da área de saúde pública.

O certo é que 83 empresas produtoras foram interditadas na região campana. Fora da Campania não existem problemas, em especial na região de Molise, onde Boiano é conhecida internacionalmente como “capital mundial da muzzarella di bufala”.

Alguns dados revelados hoje, pelo jornal Corriere della Sera, são interessantes, a saber::
--1,3 milhões de toneladas de “falsas mozzarellas” com o rótulo Made in Italy” são consumidas nos EUA.
--90% da mozzarella de búfala produzida na região da Campania tem o controle DOP ( Denominazione di Origine Protetta).
--48,8% dos italianos consomem diariamente mozzarella de búfala.

PANO RÁPIDO No Brasil, é feita a deliciosa Bufalina, que fornece aos melhores restaurantes de São Paulo, em especial o Massimo (Alameda Santos) e a rede Fasano (Fazano, Gero, Parigi, Forneria São Paolo). Nas importadoras, são encontradas mozzarellas importadas da Itália.

Por último, ensina a Wikipédia que a “A dioxina, é um organoclorado altamente tóxico, carcinogênico e teratogénico. É um dos poluentes orgânicos persistentes sujeitos à Convenção de Estocolmo.

-As dioxinas são subprodutos não intencionais de muitos processos industriais nos quais o cloro e produtos químicos dele derivados são produzidos, utilizados e eliminados.
-As emissões industriais de dioxina para o meio-ambiente podem ser transportadas a longas distâncias por correntes atmosféricas e, de forma menos importante, pelas correntes dos rios e dos mares.

-Conseqüentemente, as dioxinas estão agora presentes no globo de forma difusa. Estima-se que, mesmo que a produção cesse hoje completamente, os níveis ambientais levarão anos para diminuir. Isto ocorre porque as dioxinas são persistentes, levam de anos a séculos para degradarem-se e podem ser continuamente recicladas no meio-ambiente.

-A dioxina mais potente que se conhece é a 2,3,7,8-tetraclorodibenzo-p-dioxina (TCDD). A exposição humana às dioxinas provém quase que exclusivamente da ingestão alimentar, especialmente de carne, peixes e laticínios. Exposições extremamente altas de seres humanos às dioxinas que acontecem, por exemplo, após exposição acidental/ocupacional, juntamente com experimentação em animais de laboratório, mostraram efeitos de toxicidade no desenvolvimento e reprodutiva, efeitos sobre o sistema imunológico e carcinogenicidade.

- Mais preocupantes ainda são dados de estudos recentes que mostram que as concentrações das dioxinas no tecido humano na população de países industrializados já estão – ou estão próximos – dos níveis nos quais os efeitos sobre a saúde podem ocorrer.”

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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