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Papa Ratzinger recebe novas e contundentes críticas por omissão a genocídio no Tibet.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 18 de março de 2008.

De Roma,13,40 hs.

Os intelectuais europeus e as organizações de defesa de direitos humanos não poupam críticas ao silêncio do papa Bento XVI sobre os genocídios de tibetanos, em Lhasa.

Na famosa recitação dominical do “Angelus”, que o papa faz da janela dos seus aposentos aos fiéis postados na praça de São Pedro, Ratzinger lembrou dos cincos anos da invasão do Iraque. Mas, para surpresa geral, -- em especial dos jornalistas que esperavam o pronunciamento sobre os massacres no Tibet--, na fala, urbe et orbe , o pontífice não tocou no tema. Frustrou a todos, num momento em que a diplomacia vaticana anda de braços com a de Pequim e espera do governo chinês um nihil obstat para o envio de bispos evangelizadores.

papa Ratzinger, quando da recitação do Angelus, da janela dos seus aposentos.


Os chamados ”bombeiros-vaticanos” não conseguiram apagar o incêndio decorrente da omissão do papa. Quanto mais falavam, menos conseguiam justificar e convencer. Por exemplo, explicaram que o papa nada poderia ter falado, pois a Santa Sé não tem representação na China e, portanto, não recebe informações dos seus sobre os fatos reais acontecidos.

Hoje, já vazou para os “vaticanistas” (jornalistas especializados em Vaticano) que haverá o pronunciamento do secretário de estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone.

O pronunciamento do cardeal seria por ocasião dos funerais da católica ilustre Chiara Lubich, na basílica de São Paulo. Comenta-se que o cardeal Bertone pedirá o fim das hostilidades e convidará chineses e tibetanos para a retomada do diálogo.

Para especialistas em multiculturalismo, o diálogo entre o governo chinês e o Dalai Lama foi abruptamente interrompido pela China em 1993 e a situação atual não é nada favorável.

Por outro lado, o comentado pronunciamento do cardeal Bertone, segundo os telejornais italianos da manhã de hoje, só vai acentuar a omissão de Ratzinger, que permanece em silêncio.
--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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