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TIBET-CHINA: Genocídio Intelectual virou Genocído Real.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 17 de março de 2008.

presidente chinês, foi comissário no Tibet, ocasião que propôs lei marcial para reprimir crise de 1989.



ROMA, 19,30 horas.
O presidente da Itália, Giorgio Napoletano, acaba de pedir que a União Européia interceda no caso do Tibet: confira post abaixo

As 13 horas do Brasil (17 hs da Itália), terminou o ultimatum dado pelo governo chinês do presidente Hu Jintao para a volta da ordem em Lhasa, capital do Tibet e de onde, em 1959, o atual XIV Dalai Lama partiu para o exílio na Índia.

Pela Europa, circulam notícias de mais de 100 tibetanos mortos em face da repressão chinesa em de Lhasa e Ganden, cidade onde monges faziam greve de fome em memória dos 58 anos da anexão do Tibet pela China e do 49º.aniversário do exílio do Dalai Lama .

O presidente Napoletano pediu providências urgentes da União Européia, cuja reunião de cúpula na sexta-feira deixou a desejar, em especial pelas declarações de Javier Solana (ministro de relações exteriores), que, logo após, afirmou que estaria na abertura, em agosto, dos Jogos Olímpicos de Pequim, como a querer reduzir o impacto de um genocídio intelectual (expressão usada no domingo pelo Dalai Lama) que, nesta segunda feira, já se apresenta como genocídio real

A propósito, a União Européia, na reunião do seu vértice, postulou o fim da violência e o respeito aos direitos humanos. Agora, Napoletano quer uma atuação mais próxima e continuada, pois percebe que a secretária norte-americana, Condolezza Rice, já está a caminho para uma reunião com o seu homólogo chinês Yang Jiechi. Parêntese: quatro dias antes da revolta, o presidente Bush retirou a China da lista norte-americana de países violadores de direitos humanos. Parêntese fechado.

Enquanto isso, o porta-voz do ministério chinês de Relações Exteriores, Liu Jianchao, continua a afirmar que “as forças de ordem não realizaram disparos, não usaram armas letais e se limitaram, de modo civilizado, a dar uma resposta à desordem”.

Os artistas e intelectuais europeus que propõem boicote aos jogos olímpicos de Pequim, confira post abaixo, já estudam a divulgação de uma manifesto.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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