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Ultimato do governo chinês termina nesta segunda feira. Sai primeiro balanço com 80 mortes. Protestos na Europa.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

IBGF, 16 de março de 2008.

De ROMA, 21,50 horas.

A repressão chinesa ao protesto pacífico a envolver monges e civis, previsto para durar cinco dias em Lhasa, capital do Tibet, resultou em 80 mortes. Dentre os mortos, uma jovem de 16 anos de idade.

Dalai Lama.


O anúncio foi feito em Dharamsala (Índia), onde o 14°. Dalai Lama está exilado desde 1959 e mantém um governo informal que clama legítimo para o Tibet. Além de Lhasa, ocorreram conflitos em Ganden, onde monges faziam greve de fome.

O governo chinês confirma apenas dez mortes de manifestantes , que chama de rebeldes separatistas, inflamados do exílio pelo Dalai Lama.

No sábado, na sede do alto clero budista no exílio, com o Dalai a subir o tom do seu discurso e a falar em genocídio cultural, o balanço feito acusava 30 mortos.

Neste domingo, pipocaram manifestações populares contra a China, pelo massacre no Tibet. Manifestantes fizeram barulhenta manifestação e tentaram invadir a embaixada chinesa em Háia (Holanda).

Em Roma, durante a XIV edição da Maratona da Cidade, com 14.573 provenientes de 76 países, 42 km de percurso e chegada triunfal defronte ao Coliseu, foram exibidos muitos cartazes de protesto contra a China. Em circuito paralelo, 50 mil corredores diletantes percorreram 4km às margens do Tevere e com passagens pela famosa via del Corso. Aí, mais cartazes.

A partir de amanha, a previsão é de novos confrontos. Isto porque na segunda-feira 17 esgota-se o prazo do ultimato dado pelo governo de Pequim, para o fim das revoltas. O governo chinês prometeu tratar com clemência os rebeldes que desistirem da rebelião e com severidade os que continuarem a insistir em protestos, até segunda feira.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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