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Boicote aos Jogos Olímpicos é proposta de artistas e intelectuais, depois do massacre em Lhasa, no Tibet

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 16 de março de 2008.

ROMA. Depois do recente massacre em Lhasa, --capital de um Tibet que foi invadido por Mao Tse-tung e anexado à China em 1950--, um grupo de intelectuais e artistas está propondo o boicote aos jogos Olímpicos de Pequim.

Os jogos estão marcados para o período entre 8 e 24 de agosto próximo, ou seja, faltam cinco meses para começar o maior espetáculo esportivo do planeta. .

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Apesar das permanentes violações aos direitos humanos na China, --e de se acrescentar o massacre em Lhasa com uma menina de 16 anos e um religioso budista entre centenas de mortos, feridos e presos (monges tibetanos e civis)--, o presidente Bush e o premier britânico confirmaram suas presenças na abertura dos jogos.

Para demonstrar que Bush não acerta uma, o massacre de Lhasa ocorreu quatro dias depois de os EUA terem tirado a China do elenco de países violadores de direitos humanos.

Como o oportunismo é uma “doença política contagiante”, o responsável pela pasta de política e relações exteriores da União Européia, Javier Solana, confirmou a sua presença nos jogos de Pequim. E Solana confirmou um dia depois de a cúpula da União Européia, reunida em Bruxelas, ter condenado a repressão em Lhasa e pedido respeito aos direitos humanos.

O supracitado grupo de intelectuais e artistas começaram a se articular depois de Steven Spilberg, por causa do genocídio apoiado pela China em Darfur (oeste do Sudão), ter renunciado à função de de consultor dos jogos de Pequim: - “A minha consciência não me consente”

Depois do ocorrido em Lhasa, o grupo ficou mais ativo. A atriz Mia Farrow criticou duramente a presença de Bush e do premier britânico Gordon Brow nos jogos de Pequim. O artista George Clooney, por seu turno, disparou: - “ A China financia o genocídio em Darfur”.

PANO RÁPIDO. Boicotar jogos olímpicos não é uma boa-idéia. Basta lembrar dos realizados em Berlim, ao tempo de Hitler Caso tivesse ocorrido boicote, Hitler não teria sido humilhado por um corredor negro, ganhador da medalha de ouro e aniquilador, perante o mundo, da tese nazista da superioridade da raça ariana.

A própria Mia Farrow propôs uma alternativa. Convocar todos os que são parceiros e respeitam os direitos humanos a desligarem os televisores quando da entrada dos anúncios comerciais. Ou seja, a punição recairia nas empresas patrocinadoras e, na sua visão, insensíveis. Evidentemente, também não é o caminho adequado, até porque, sem patrocínio, a grande maioria não poderia assistir aos jogos. --Wálter Fanganiello Maierovitch--


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