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Eleições na Rússia. Anistia Internacional critica Putin.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 27 de fevereiro de 2008.

Vladimir Putin, 55 anos, permaneceu oito anos na presidência da Federação Russa.

Como a eleição do delfim-laranja Dmitrij Medvedev será tranqüila, Putin continuará no poder. Ou por interposta pessoa (delfim-laranja), ou como primeiro-ministro, segundo mudanças já acertadas. Assim, Putin, ex-KGB, continuará como chefe de governo. O delfim-laranja se contentará, no caso de Putin virar premier, em ser chefe de estado, ou seja, terá uma representação protocolar, tipo rainha da Inglaterra.


Sem peso para alterar a tendência eleitoral que sufragará pesadamente a coligação da Rússia Unida liderada por Putin, a Anistia Internacional acaba de publicar um relatório preocupante. Segundo a Anistia, na Rússia ocorrem limitações à liberdade de expressão, de associação e de manifestação. O relatório fala, ainda, “de crescentes intimidações e de interpretações arbitrárias de uma lei eleitoral propositadamente vaga”.

A respeito, os jornais já noticiaram a proibição de manifestação imposta, pelo Comitê Eleitoral, a Garry Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez.

. Sabe-se, também, das dificuldade encontradas, para externar opiniões em público, pelo dissidente Sergej Kovalyev, que tenta levar adiante e encontrar espaço para uma associação denominada Movimento Democrático. Pano Rápido. Com base nas conclusões insertas no relatório da Anistia Internacional, não se pode afirmar que Putin quase alcançou a unanimidade, como se propala em Moscou. Com a absoluta falta de espaço para exteriorização das idéias dos opositores, dissidentes, fica fácil alcançar retumbante maioria.

-Wálter Fanganiello Maierovitch-


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