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DROGAS. Convivência de Risco

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 26 de fevereiro de 2008.

Na Austrália, uma criança entre oito vive na companhia de um consumidor de abuso de bebidas alcoólicas ou de usuário de droga ilícita.

Essa conclusão está no relatório do respeitado Supporting Families of Young People with Problematic Drug Use , uma agência do governo australiano.



No Brasil e sem sucesso, tentei encontrar um órgão governamental equivalente. Também não localizei, nos sites de ministérios, como o da Saúde, nenhuma pesquisa semelhante à feita na Austrália. Dados de experiência, no entanto, revelam que a situação no Brasil não deve ser melhor do que na Austrália.

A pesquisa australiana foi além da terrível constatação de uma criança em cada grupo de oito estar a conviver com alcoolista (alcoólatra, é socialmente incorreto). Dessas crianças em situação de risco, 400 mil moram com adultos que fumam maconha todos os dias.

Na mesma pesquisa, ficou grafado que num grupo de cinco menores, entre 16 e 17 anos, um deles bebe compulsivamente durante a semana. E cerca de 500 mil crianças australianas foram consideradas em situação de risco porque vivem com pais que consomem álcool imoderadamente.

O uso de maconha por universitários também surpreendeu. Um em cada sete estudantes universitários faz uso de maconha pelo menos uma vez, nos últimos doze meses.
Ao se debruçar sobre a pesquisa, John Herron, presidente da Australian National Council on Drugs, disse que o álcool e as drogas ilegais (referência especial à maconha) mudaram de patamar e jovens consideram o uso uma etapa a ser percorrida para se chegar à idade adulta.

Pano Rápido. Fico a dever a informação se o Zeca-Pagodinho faz bicos em anúncios veiculados na mídia australiana. -Wálter Fanganiello Maierovitch-


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