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Os Braceletes da Discórdia.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 21 de fevereiro de 2008.

Hoje cedo, no boletim Justiça e Cidadania (está na página da CBN em áudio), mencionei o bracelete usado pelo democrata Barak Obama, que começou a dar uma passeio na Hillary Clinton.

Como o tempo do boletim é curto, não deu para aprofundar e nem para mencionar o fato de o republicado John McCain também usar um bracelete.



Parêntese No boletim, apresentei aos ouvints da CBN minha caneta-assessora para assuntos de futebol. É a Enza Rompipalloni (Enza Fura Bolas). O motivo da citação à Vincenza (Enza) Rompipalloni é que falei do Zagallo e, também, da frustrada manhã esmeraldina esperada, mas que os periquitos, no segundo, decepcionaram ao pisar na bola e até perder penalidade-máxima.

Pois bem e fechado o parêntese . O Obama sempre se manifestou contrário à invasão do Iraque. Ele prometeu, caso eleito, a imediata volta dos soldados para casa.

Na sexta-feira passada (16 de fevereiro), Obama esteve em Wisconsin para outra prévia dos democratas .

Em Green Bay (Wisconsin), Obama foi apresentada à senhora Tracy Jopek . Ela é mãe do sargento Ryan David Jopek, de 20 anos de idade e morto no Iraque ao pisar numa mina.

Trata-se de um bracelete escuro, com letras prateadas e marcada a data de 2 de agosto de 2006 , quando morreu Ryan David Jopek. No bracelete está grafado uma frase cunhada pela mãe desse jovem sargento dinamitado no Iraque.

. A frase emociona. Cala fundo. E todos os eleitores de Obama lembrarão, ao verem o bracelete no braço de Obama, da aventura americana no Iraque.

A frase grafada no bracelete é a seguinte, numa tradução livre: “Todos deram alguma coisa. Ele deu tudo”.

David, 20 anos, morto no Iraque ao pisar numa mina, em 2/8/2006.


Junto com o bracelete, Obama ganhou uma fotografia do jovem sargento Jopek, onde aparece com roupa de campanha e mostra um largo sorriso.

Obama, na sua campanha, tem um comitê que abre caminho para os norte-americanos apresentarem histórias pessoais ao candidato.

No palanque de Green Bay (Wisconsin), Obama mostrou a foto de Jopek, o bracelete e a marcante frase da mãe que perdeu o filho no Iraque.

Ao contar as histórias das pessoas, Obama se aproxima da população, ouve e divulga os seus dramas que, segundo ele, são de todos os norte-americanos.

Só para lembrar, Hillary votou, no caso Iraque, a favor de se atribuir poderes de guerra a Bush, em outubro de 2002. O Obama, não era senador e, portanto, não votou.

ATENÇÃO . Não é só o democrata Obama que está a exibir um bracelete nas primárias. O republicano John McCain também mostra um bracelete.

A mensagem do bracelete do republicano é a deixada pela mãe combatente Matthew Stanley, também morto no Iraque. Só que o texto contrasta com o escrito pela da mãe de Jopek, pois é favorável à invasão e a presença no Iraque por 100 anos.

A propósito, John McCain já foi avisado que, com o bracelete, só perde votos.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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