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VENTOS SEPARATISTAS. No jogo geopolítico, Rússia e Espanha contrarios à independência do Kosovo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 18 de fevereiro de 2008.

Pelo seu ministro de relações exteriores, a Rússia solicitou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas a “anulação” da decisão de independência do Kosovo da lavra “ dos organismos de autogoverno de Prostina”.

A primeira vista, a postura é estranha, pois as antigas relações entre russos e sérvios já se perderam no tempo. É certo que os estados balcânicas, dentre eles a Sérvia, Bulgária e Grécia, pediram e obtiveram a ajuda russa para combater o Império Otomano.

Desde a queda de Milosev, -- o carniceiro dos Bálcãs--, a Sérvia se aproximou da União Européia e não esconde o desejo de nela ingressar. E nenhum protesto russo ocorreu quando a presidência da União Européia transmitiu que a questão de Kosovo era vista como européia.

Agora, com a independência do Kosovo,--- que seguiu a mesma formula adotada por Jefferson em 1776 para a declaração de independência dos Estados Unidas da América em face do Reino Unido --- o presidente Putin só pensa no precedente aberto . Mais especificamente, nas independências da Ossézia setentrional e da Abkhazia.

De olho na reação dos bascos, o governo da Espanha também não aprovou a independência do Kosovo.

Só para aumentar a relação, têm os separatistas tchetchenos, os da Córsega, do Siri Lanka. Mais, os curdos no Iraque, os armênios do Azerbaijão.

Tudo sem esquecer, na Bélgica e em 2007, o movimento separatista na região de Flandres, com a difícil convivência entre flamengos (falam holandês) e valões (falam francês).

Ideais separatistas passam pela Colômbia, num velho sonho das FARC. Também pela Transdnistria, região separatista da Moldávia. Ainda mais, os separatistas padanos (região da Padânia) na Itália, que atuam sob a bandeira de um partido político chamado de Liga Norte.

Com efeito, não foi sem interesse que a Rússia pediu a anulação da independência do Kosovo, já tentada em nove outras oportunidades.

PANO RÁPIDO. O ideal de se viver junto com os diferentes parece que já não convence mais. No Kosovo, a independência representa a vitória das pequenas pátrias étnicas.

Vamos esperar para verificar as conseqüências do “furacão” causado pelo precedente de Kosovo.


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