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As palavras duras do líder-máximo do Hezbollah.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 14 de fevereiro de 2006.

Hoje, por ocasião dos funerais de Imad Mughnieh , -- ministro da guerra do Hezbollah morto ontem em Damasco --, o líder libanês Hassan Nasrallah deixou bem claro como está longe do fim o conflito com Israel.

Nasrallah, em 2006.


À multidão que acompanhava o enterro, Nasrallah disse que a guerra iniciada em 2006 contra Israel não terminou, “ seguirá adiante e nunca foi declarada uma trégua. O sangue de Imad Mughnieh contribuirá para o desaparecimento do Estado hebraico”.

Para esse dirigente maior Hezbollah, o mandante do crime de homicídio foi o Estado hebraico e ele gritou para a multidão em silêncio: “ Os sionistas pensaram que matar Mughnieh fosse um grande golpe e que, assim, conseguiriam minar a resistência. Mas, estão errados porque nós continuaremos a combater e no Sul não está em vigor nenhum cessar-fogo. Com a morte de Mughniveh teve início a nossa decisiva vitória final”

PANO RÁPIDO. Não é preciso dizer que no sul do Líbano o contingente de paz, --formado depois do conflito entre Hezbollah e Israel, com a organização xiita a destruir o mito da invencibilidade do estado-judeu---, vai ficar no meio do fogo cruzado. O Hezbollah, na região sul, mantêm-se fortemente armado com foguetes e bombas procedentes da Síria e, os civis que foram as grandes vítimas dos ataques, e perderam suas casas, bens e familiares, estão com o popular Nasrallah. A missão de paz com capacetes azuais da ONU, no Sul, nem ousou desarmar o Hezbollah.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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