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DROGAS. Obama exagera ao contar a sua experiência.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch/CARTA CAPITAL

IBGF, 14 de fevereiro de 2004.

Quando ainda não havia entrado para a política partidária e nem imaginava chegar a senador, Barack Obama escreveu um livro autobiográfico intitulado Dreams From My Father.

Brack Obama.


No período escolar, Obama frisa como “decisões equivocadas” da sua vida o abuso com bebidas alcoólicas e uso de drogas proibidas.

Quanto às drogas ilícitas, escreveu ter fumado uns baseados nos dormitórios de companheiros de colégio e haver experimentado cocaína num período de caminhos errados trilhados no curso da juventude.

Como sempre ocorre em eleições norte-americanas, os candidatos à presdência são indagados sobre uso de drogas proibidas, em especial a maconha. São célebres as respostas tipo fumei mas não traguei, etc.

Desta vez, o jornal New York Times foi mais criativo, ou seja, partiu das confissões feitas no livro de Obama e correu atrás de testemunhos de ex-colegas de escola, universidade e bairro, desde o Hawai até Los Angeles.

Aí, veio a grande surpresa, a gerar indagação dos leitores: Por que Obama exagerou ?

A indagação tem toda procedência. Afinal, os testemunhos recolhidos apontam para um Obama com os pés no chão, dedicado aos estudos e às práticas esportivas, sem nunca ter sido visto embriagado ou sob efeito de drogas como maconha ou cocaína.

Sua rotina era saudável: joggin pela manhã. À tarde sempre um basket. Mais ainda, lia muito e mantinha uma vida social intensa.

Pela boca do seu melhor amigo de Los Angeles, Vinai Thummalapally, os jornalistas do New York Times ficaram a saber que “ quando um baseado circulava, ele podia dar um “tapa” para não parecer desinturmado, mas isso era o máximo que fazia em termos de drogas.

PANO RÁPIDO. Os registros escolares desmentem o escrito por Obama, nunca apanhado em falta disciplinar por consumo de drogas proibidas ou uso abusivo de álcool. Ou seja, os testemunhos orais encontram apoio na prova documental pesquisada.

Taí, portanto, um mistério. Será que quando escreveu o livros queria impactar e partiu para a vereda da predileção dos mitômanos.


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