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TERROR. Nova Estratégia. Camicases recém-nascidos, pós deficientes com síndrome de Down.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 7 de fevereiro de 2008.



Não convence a análise feita pelos 007 da Cia sobre a dúplice tragédia ocorrida na capital do Iraque na manhã da última sexta-feira (2/2/2008).

Para os espiões norte-americanos, a Al Qaeda entrou em crise e resolveu, no desespero, usar duas mulheres com síndrome de Down nas explosões. Estas ocorridas, com vinte minutos de intervalo, num tradicional e apinhado mercado de venda de animais no bairro de Al Ghazel e numa movimentada rua do meridional bairro de Bagdad Jedida.

Os 007 da Cia usaram dois dados reais para tentar explicar as tragédias, com 70 mortos e mais de uma centena de feridos graves.

As estatísticas mostram, -- e desta vez Bush não mentiu--, que desde junho de 2007 houve uma redução de 60% no número de ataques no Iraque.

Também é certo que as fronteiras da Arábia Saudita e Síria, --vizinhas do Iraque--, estão melhor guardadas. Assim, os alqaedistas e os simpatizantes que querem se engajar na jihad de Bin Laden estão experimentando dificuldades para ingressar no Iraque, em especial a Bagdá. Em outras palavras, houve redução no fluxo de candidatos ao martírio.

Além disso, --e em Bagdá--, os soldados norte-americanos, depois do reforço de 30 mil homens, impuseram um capilar modelo de controle junto à população. E os infiltrados homens ligados ao alqaedismo não estavam acostumados e tiveram de recuar e abandonar posições.

Só que tudo isso não serve para justificar a conclusão de “crise ou desespero” nas hostes da Al Qaeda, segundo analistas europeus do fenômeno do terrorismo e dos 007 dos serviços de inteligência dos países avançados da União Européia.

A marcante frase de Condoleezza Rice, --logo depois da duas tragédias com emprego de mulheres com debilidade mental--, serve apenas para demonstrar a que ponto de insensibilidade chegaram os fanáticos fundamentalistas da Al Qaeda.

Para Condoleezza Rice, “ o emprego de mulheres deficientes mentais nos atentados de Bgdá demonstra a absoluta brutalidade e a desorientação desses inimigos dos iraquianos”

Segundo os 007 europeus, o problema está na negligente fiscalização realizada nas mulheres, pouco usadas nos atentados camicases.

A surpresa decorreu desse fato. Pelo vazado, lembram os 007 ocidentais que apenas os camicases do sexo masculino ganham o paraíso depois de um martírio . Portanto, só o homem-bomba é considerado mártir com dinheiro ao paraíso, uma montanha e mulheres belas e virgens e, segundo acho, até direito a cartão-corporativo com crédito a fundo perdido e uso ilimitado.

A mulher islâmica não consegue a mesma glória, no papel de camicase . Sem estímulo, as que se apresentam são as mulheres desejosas de vingar a morte de filhos e familiares. Desta maneira, o recrutamento de mulheres para servirem de camicases não empolga.

Uma radiografia dos atentados mostra que, desde 2005 e no Iraque, ocorreram 770 ataques com homens-bomba e 17 com emprego de mulheres.

Mesmo a célebre ação das camicases Nour Ashammay e Wisas Jassim, em abril de 2003, pode entrar na contabilidade da Al Qaeda. As duas agiram em solidariedade a Saddan Hussein, quando arremessaram um caminhão com bombas contra um posto-avançado controlado por soldados norte-americanos.

Como a vigilância sobre as mulheres e deficientes mentais deverá aumentar depois dos atentados de sexta-feira passada, os 007 Ocidentais entendem que a Al Qaeda voltará a surpreender. Desta vez, a usar bebês nas explosões.

Hoje cedo, quando conversei no boletim Justiça e Cidadania com o jornalista Milton Jung, não consegui deixar de ironizar os covardes alqaedistas. Tudo porque ainda engasgado com o emprego de duas mulheres com síndrome de Down como camicases: não foram elas que detonaram as bombas que portavam na cintura. Por impulso de celular e por rádio, as bombas foram detonadas à distância.

PANO RÁPIDO. Se tivesse que encontrar uma divindade que aprovasse os métodos da Al Qaeda, incluído lugar no paraíso para camicases, levaria comigo metralhadora e granada de mão.

-Wálter Fanganiello Maierovitch-


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