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DROGA: Chavez usa pasta-base de cocaína.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 21 de janeiro de 2008.

A mastigação da folha de coca faz parte da cultura militar dos indígenas andinos. É um verdadeiro símblo de identicação cultural dos povos andinos.

Como frisou uma antropóloga da etnia aymará, a folha de coca acompanha os índios do nascimento à morte, estando presente em todos os rituais religiosos.

Chavez complica Morales.


A folha de coca, quando mastigada, ajuda o indígena a enfrentar os problemas decorrentes da altitude nos Andes. Tira-lhe o cansaço. Serve como alimento dada possuir proteína e sais minerais. E é utilizada como remédio e, também, como anestésico.

Não foi sem causa que o presidente Evo Morales, em assembléia geral da ONU, exibiu uma folha de coca e pediu a sua exclusão da lista de drogas proibidas: as Nações Unidas confundem a folha de coca com o cloridrato de cocaína e, equivocadamente, a relacionam no elenco de substâncias proibidas.

A última novidade com relação à coca foi o discurso do presidente Hugo Chavez, ainda a aproveitar o episódio da liberação de duas reféns e o debate sobre as FARC como organização terrorista.

Chavez acaba de fazer a seguinte afirmação : Mastigo coca todo dia, de manhã e observem como estou”, ocasião que passou a exibir os músculos do braço.

Ainda no discurso, Chavez, -- um criador de factóides---, disse que recebe presentes de Evo Morales e de Fidel Castro . Do primeiro, a pasta-de-coca e, do segundo, o sorvete Coppelia.
Não percebeu Chavez que na elaboração da pasta de coca entram produtos químicos diversos a que potencializar o pricípio ativo. A pasta-de-coca é fumada como a pedra de crack, embora menos devastadora.

Em síntese, os andinos mastigam folha de coca e não utilizam jamais pasta-química de coca. Os viciados, por sua vez, usam o cloridrato de cocaína (por via injetável ou aspiração do pó) ou fumam a pasta-básica, chamada popularmente de “basuco”.

Se Chavez quis fazer graça, deu-se mal. Para os seus opositores, como por exemplo o professor de ciências políticas da Universidade de Caracas, Aníbal Romero, “Chavez está fora de controle”.

Pior. Como a pasta-de-coca é a primeira etapa do refino para se chegar ao cloridrato de cocaína, Chavez acaba por acusar, indiretamente e sem intenção. Evo Morales de traficante, ou seja, fornecedor de cocaína, em pasta-básica.

A pasta-básica de coca é prejudicial á saúde, pois concentra grande quantidade de precursores químicos, como éter e acetona. Quando esses dois produtos faltam, os químicos a serviço do tráfico fazem a substituição por cimento cinza, gasolina e querosene. Como se percebe, e Chavez não fuma e nem bebe, ele deve estar ascando a pasta. E o sabor deve ser delicioso, em especial quando utilizados cimento, gasolina e querosene. Wálter Fanganiello Maierovitch.


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