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MÁFIA: Alemanha e Itália fecham acordo na luta contra a NDrangheta e a Cosa Nostra.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 15 de janeiro de 2007.

Duisburg: restaurante onde ocorreu o massacre entre rivais da ´NDrangheta.


Muitos antes do tratado de Maastricht, do Mercosul e da ALCA, a criminalidade organizada de matriz mafiosa já praticava o “mercado-aberto”, ou seja, operava sem limitações de fronteiras.



O falecido juiz Giovanni Falcone , dinamitado pela Máfia siciliana (Cosa Nostra) em 1992, alertava, , para a necessidade da cooperação internacional, pois a criminalidade não observava barreiras de fronteiras.



A polícia criminal alemã, conhecida pela abreviatura de Bka, nunca acreditou nisso e influenciou os governos de que a máfia não estaria presente na Alemanha.



No ano passado, no entanto, os alemães verificaram que a `NDrangheta (Máfia da Calábria) movimentara cifras incríveis na bolsa de valores de Frankfurt .



Descobriram, também, que o capo-mafia Bernardo Provenzano ( ficou foragido 43 anos sem sair da Sicília) tinha um irmão que morava na Alemanha e lavava dinheiro para ele.



Mais ainda, quando os sumidos filhos de Provenzano, preso em abril de 2006, retornaram à siciliana cidade de Corleone com a mãe, verificou-se que a primeira língua que falavam era o alemão e não o italiano.



Com o massacre em 2007 na cidade alemã de Duisburg , -- num acerto de contas entre membros da ´NDrangheta ocorrido defronte ao restaurante chamado Da Bruno--, a polícia alemã resolveu aprofundar as investigações e concluiu ter razão o falecido juiz Falcone. Em outras palavras, o sistema mafioso era operante na Alemanha e a cooperação internacional necessária.



A polícia criminal alemã e os 007 do serviço secreto tedesco descobriram que, nos anos 90, depois da queda do Muro de Berlim, as máfias (Cosa Nostra e `NDrangheta) investiram pesado na ex- Alemanha Oriental: compraram imóveis, lojas, restaurantes, etc. Fora o controle de mercados ilegais, como, por exemplo, o das drogas.



Pois bem. Nos próximos três dias autoridades italianas e alemãs, em Berlim, discutirão estratégias e plano de colaboração para contrastar o sistema mafioso. O encontro será encerrado com a lavratura de um termo de cooperação internacional , já alinhado no mês de dezembro, por ocasião do chefe da polícia de estado, o italiano Antonio Manganelli.

PANO RÁPIDO : antes tarde do que nunca. Pelo vazado, o sistema mafioso opera mais fortemente de Munique a Bochum e de Blaustein a Stutgart.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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